Monthly Archives: maio 2020

1250 Supremo Tribunal Federal

1250 Supremo Tribunal Federal Foto: José Cruz/Agência Brasil

O Poder Legislativo e Judiciário têm respondido, nesta semana, as críticas difundidas no vídeo da reunião ministerial do dia 22 de abril e os movimentos do presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido). Na última quarta-feira (27), o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, autorizou operação da Polícia Federal no âmbito do inquérito das chamadas Fake News. Já na última terça-feira (26), o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC) foi alvo de uma ação da Polícia Federal. Entretanto, um dia antes da ação, a deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP), uma das principais aliadas do presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido), antecipou em entrevista, que haveria operações da PF contra governadores. A resposta veio no outro dia quando a deputada se torna alvo da PF no inquérito das Fake News, em tom de que não há interferência na instituição.

A tensão entre os poderes é uma realidade no Brasil contemporâneo e pano de fundo da crise política vivenciada no momento em que o País enfrenta uma pandemia. No entanto, o conflito entre o Judiciário e o Executivo também se deu quando o ministro da Corte, Dias Toffolli abriu um inquérito para apurar fake news e disparos de mensagens ofendendo o Supremo. Essa ação intensificou quando o ministro Moraes assumiu o inquérito.

“O caminho regular é que a Procuradoria-Geral da República fosse acionada porque assim o Supremo não ficaria com esse caráter de investigador e punidor ao mesmo tempo. O que obviamente não seria de forma adequada dentro de determinados ritos. Até (procurador-geral Augusto) Aras pediu a suspensão desse movimento, mas muita gente considera ele chapa branca em relação ao governo Bolsonaro”, diz o cientista político Antônio Lucena.

A condução do inquérito tem sido motivo de controvérsia desde o ano passado. A então procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pediu o arquivamento do caso em mais de uma oportunidade por possível afronta ao regramento das investigações vigentes no País. Aras divergiu dela parcialmente. Manifestou-se pela constitucionalidade da investigação, desde que com algumas limitações, como “estar adstrita à garantia da segurança dos integrantes do tribunal e contar com a participação do Ministério Público, única instituição com atribuição de propor ações penais”.

Na visão de Lucena, essas ações do Supremo é uma reação clara. “As instituições reagem quando são ameaçadas e provocadas. O que a gente teve recentemente foi uma grande quantidade de apoiadores de Bolsonaro defendendo o fechamento do Congresso, a reunião ministerial em que o ministro da educação defende a prisão dos ministros do Supremo, isso deve ter sido um gatilho para que o STF tivesse uma ação bem mais dura contra essas pessoas”, destaca o cientista.

“Tivemos recentemente um discurso em que o ministro do STF Luís Barroso mandou recado quando assumiu o TSE em relação ao próprio Jair Bolsonaro; Rodrigo Maia também fez algo semelhante no caso da governabilidade. Ou seja, a incapacidade do governo Bolsonaro de construir uma coalizão estável e manter um mínimo de civilidade entre as instituições tem gerado esses movimentos de defesa que o supremo ele tem feito”, avalia Lucena.

“Se a intenção dessa operação não era ser uma resposta à operação contra o governador Wilson Witzel, certamente alimentará a crise política já estabelecida, que distancia o governo de uma agenda efetiva de combate ao coronavírus e seus efeitos na economia e na saúde pública”, avalia a cientista política.

Já o cientista político Alex Ribeiro analisa que a confiança nas instituições está cada vez menor diante da crise que assola o sistema jurídico e político. Por outro lado, a PF é uma das instituições mais confiáveis entre os brasileiros. E uma possível interferência, como no caso da declaração da deputada, é algo grave.

“A utilização da PF, com isso, pelo STF também é uma tentativa de trazer mais força diante da crise. A resposta do STF é justamente contra aqueles que querem deslegitimar o seu poder”, afirma Ribeiro lembrando que as Fake News ganharam força nas eleições de 2018.

“O aparato, como o gabinete do ódio, tinha como algo diversos atores políticos e instituições. Mas o Supremo só agiu quando a sua legitimidade estava sendo colocada à prova – a reunião ministerial do dia 22, e as manifestações dominicais em Brasília servem como os maiores exemplos”, destaca.

Ribeiro ainda explica que o poder colocado em dúvida é a ideia de centralização das operações da Polícia Federal e aparentemente enxergamos que existem várias PFs em uma só, como por exemplo, a que investiga contra Witzel que partiu de Brasília e outra que agiu ontem, contra aliados do governo. “Essa utilização da PF, em várias frentes, coloca em cheque a sua utilização tanto pela classe política quanto pela classe jurídica. E a tensão deve continuar”, alerta Alex Ribeiro.

A Secretaria de Saúde de São José do Egito, informou em seu boletim desta quarta-feira (27), que o município confirmou 4 novos casos de Covid-19.

Segundo o boletim, os pacientes encontram- se com estado de saúde estável e seguem sendo monitorados pela equipe da Secretaria de saúde.

Ainda segundo informações da Secretaria, as confirmações aconteceram através de teste rápido, e os pacientes não eram investigados, se enquadravam no protocolo para testagem, e tiveram a confirmação.

Também foi informado no boletim, que mais 4 pacientes foram curados clinicamente.

O município agora conta com 25 casos confirmados, 17 curados, 17 descartados e 4 casos em investigação.

Solidão (foto), é uma das três cidades do Pajeú que ainda não registrou casos.

Após mais de dois meses da pandemia em Pernambuco, pesquisadores do Centro Integrado de Estudos Georreferenciados para a Pesquisa Social (Cieg) da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj) mapearam e realizaram rápida pesquisa junto aos 20 municípios que ainda não apresentam casos confirmados da Covid-19.

Como objetivo, eles buscaram identificar as causas desse sucesso no combate à doença no estado.

Analisando inicialmente o mapa desses municípios sem Covid-19, observa-se que a primeira possível causa desse atraso na contaminação pode estar relacionado ao fato de que a maioria não está conectada ou próxima a alguma rodovia federal de grande tráfego. “Existe exceção no caso de Belém do São Francisco (BR-316) e Exu (BR-122)”.

Ao considerar a população dos municípios sem contaminação, constatou-se também que a maioria é de pequeno porte. Cerca de 80% desses municípios estão abaixo de 20 mil habitantes.  Vinte cidades pernambucanas sem casos da Covid-19, três estão no Pajeú: Ingazeira, Calumbí e Solidão. A informação é do Diário de Pernambuco.

Foto: Wellington Júnior

Nos boletins divulgados nessa quarta (27), Serra Talhada registrou mais 5 casos e chegou a 92. São José do Egito, positivou mais quatro pacientes e agora tem 25 confirmações. Triunfo segue com 17 confirmados. As Três cidades continuam no topo da lista das mais afetadas pelo vírus, somando juntas 134 casos positivos na região.

Na sequência aparecem Tabira com 13 confirmações, Carnaíba chegou a 12 e Itapetim continua com 11. Quixaba e Flores tem 7 casos cada, Iguaracy e Afogados da Ingazeira 6, Tuparetama permanece com 5 pacientes confirmados. Brejinho tem 3 e Santa Terezinha tem 2.

Santa Cruz da Baixa Verde, aparece na última posição da lista das 14 cidades do Pajeú, atingidas oficialmente pelo vírus, com um caso confirmado.

Na somatória geral, os quatorze municípios da região que já tem casos confirmados chegaram nessa quarta-feira (27), a 207 casos de covid-19.

Óbitos – Dos quatorze municípios seis, já confirmaram mortes; 4 em Carnaíba, 4 em Triunfo, 3 em Serra Talhada, 3 em Quixaba, 2 em Tabira, 1 em Itapetim e 1 em Iguaracy. Ao todo 18 óbitos.

Curas – Dos 207 casos confirmados pelas autoridades de saúde em nossa região, 104 pessoas já tiveram a cura clinica comprovada. Serra Talhada teve mais 9 curas comprovadas e chegou a 55, São José do Egito foram 4 novos curados nessa quarta (27), e agora são 17 no total.

Triunfo tem 6 pessoas curadas. Tabira, Afogados da Ingazeira e Iguaracy tem 5 recuperados cada uma. Itapetim e Quixaba chegaram a 3 curas cada, Carnaíba tem duas pessoas livre do vírus.

Tuparetama, Santa Terezinha e Flores tem um paciente recuperado até o momento cada uma.  O levantamento foi realizado pelos blogs do Erbi e do Marcello Patriota.

Benefício negado ou inconclusivo? Veja o que fazer!

Ontem (27) a vice-presidente de Governo da Caixa Econômica Federal, Tatiana Thomé, apresentou um tutorial sobre os procedimentos que o cidadão deve seguir para contestar pedidos negados ou retificar informações do auxílio emergencial.

As pessoas que tiveram o pedido de auxílio emergencial considerado inconclusivo devem fazer um novo cadastro no site ou no aplicativo Caixa Auxílio Emergencial.

>>>Caixa paga auxílio a informais, MEI, autônomos e desempregados

Segundo a vice-presidente de Governo da Caixa, Tatiana Thomé, o pedido de novo cadastro deve ser preenchido em duas situações: quando o requerimento é considerado inconclusivo (quando o cadastro não consegue ser avaliado) ou quando o benefício é negado. Nos dois casos, o usuário pode corrigir informações mais de uma vez, mas a análise e a liberação do benefício depende da Dataprev, estatal de tecnologia que verifica as informações em 17 bases de dados.

Quem teve o benefício negado, mas discordou dos motivos, pode contestar a análise no site ou no aplicativo da Caixa. Nesse caso, não é possível corrigir os dados. Apenas confirmar as informações prestadas e pedir uma nova análise. Diferentemente da apresentação de um novo pedido, a contestação só pode ser pedida uma vez.

Por que o cadastro foi considerado inconclusivo?

A vice-presidente da Caixa apresentou a lista dos principais motivos pelos quais o cadastro é considerado inconclusivo. Entre as razões, estão a marcação como chefe de família sem indicação de parentes, não ter informação de sexo masculino ou feminino nas bases do governo (ou sexo masculino numa base e feminino em outra) e incorreção no número do Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) ou da data de nascimento de pessoas da família.

Também aparecem como motivos a informação de membros da família com indicativo de morte e usuários que declararam membros da família no primeiro pedido e não declararam no segundo ou declararam não ser chefes de família no primeiro pedido e informaram sustentar a família no segundo cadastro.

Por que o cadastro não foi aprovado?

O aplicativo e o site da Caixa informam o motivo pelo qual o pedido foi indeferido. No entanto, segundo Tatiana, a contestação e a nova solicitação com retificação de dados só podem ser feitas em quatro circunstâncias: quando o requerente tem vínculo empregatício, casos de morte na família, recebe algum benefício (seguro-desemprego, seguro-defeso ou benefício da Previdência Social) ou renda mensal familiar superior a três salários mínimos ou meio salário mínimo por pessoa.

Caso o aplicativo ou o site informem outro motivo, a contestação ou a retificação de dados num novo cadastro não poderá ser feita. A vice-presidente da Caixa explicou que os dados informados pelo cidadão para iniciar o novo cadastro deverão ser iguais aos da Receita Federal. As últimas versões do aplicativo permitem o uso de documentos como carteira de motorista, carteira de trabalho e passaporte para o cadastro. Nas primeiras versões, só era possível apresentar a carteira de identidade.

A tela de abertura do aplicativo exige CPF, nome completo, data de nascimento e nome da mãe. Caso o usuário tenha mãe desconhecida nos dados da Receita, deverá marcar a opção, que aparece no aplicativo. As regras de pedido e de contestação são definidas pelo Ministério da Cidadania. A Caixa apenas executa o pagamento.

Como faço para saber o resultado da minha solicitação do Auxílio Emergencial?

1º passo: Acesse aplicativo Caixa Auxílio Emergencial ou site e clique em “Acompanhe sua solicitação”;

2º passo: Preencher nome, data de nascimento, CPF e nome da mãe;

Caso o auxílio não seja aprovado, será apresentado ao cidadão o motivo. Se discordar, pode fazer nova solicitação (para corrigir informação) ou contestar o resultado.

Para corrigir informações já cadastradas, basta clicar em “Nova solicitação” e preencher os dados.

Como faço para contestar motivo de cadastro não aprovado?

1º passo: Acesse aplicativo Caixa Auxílio Emergencial ou site “Acompanhe sua solicitação”;

2º passo: Preencha nome, data de nascimento, CPF e nome da mãe;

3º passo: Clique em “Contestação” e confirmar que quer fazer a contestação. A contestação só pode ser feita apenas uma vez. Serão apresentados os motivos da não aprovação;

4º passo: Confirme a declaração da veracidade das informações prestadas;

5º passo: Envie contestação vai pra análise.

O cidadão pode acompanhar o resultado da contestação no aplicativo ou no site. Basta clicar em “Acompanhe sua solicitação”.

O que fazer se o cadastro for considerado inconclusivo?

1º passo: Acesse aplicativo Caixa Auxílio Emergencial ou site “Acompanhe sua solicitação”;

2º passo: Preencha nome, data de nascimento, CPF e nome da mãe;

 Aparecerá lista dos prováveis motivos do cadastro estar inconclusivo.

3º passo: Fazer nova solicitação.

Aguardar a avaliação da Dataprev. Para consultar a resposta, basta clicar em “Acompanhe sua solicitação”.

Cloroquina

       Cloroquina Foto: Secom/Governo do Amazonas

O entusiasmo de alguns médicos e de parte da população brasileira com o uso de fármacos sem utilidade comprovada contra o novo coronavírus deixou claro que ainda falta muito para que a chamada medicina baseada em evidências se consolide no país.

Essa abordagem, que busca usar os melhores dados científicos disponíveis para embasar as decisões sobre o tratamento de cada paciente, tem ficado de lado quando profissionais e gestores de saúde optam pelo emprego de medicamentos como a hidroxicloroquina ou a ivermectina, cuja eficácia e segurança ainda não foram demonstradas.

“Em vez de medicina baseada em evidências, vemos alguns praticando medicina baseada em impressões”, diz a bióloga Natalia Pasternak, presidente do Instituto Questão de Ciência (associação dedicada à defesa de políticas públicas embasadas em dados científicos). “Parece que a gente está fracassando na tentativa de ensinar método científico nos cursos de medicina, enfermagem e outros da área de saúde.”

Embora tentativas de testar tratamentos cientificamente tenham ocorrido desde os séculos 17 e 18, a proposta de sistematizar esses testes como um guia para a prática médica é bastante recente, remontando aos anos 1980 e 1990, quando o termo “medicina baseada em evidências” foi empregado pela primeira vez por pesquisadores como Gordon Guyatt, da Universidade McMaster (Canadá).

A intenção era aumentar a objetividade das decisões clínicas com base no conhecimento obtido, por exemplo, em múltiplos estudos com grande número de pacientes para recomendar ou não determinada terapia.

Para reforçar a confiabilidade dessas recomendações, tais estudos deveriam aderir a padrões como a existência de grupos-controle (ou seja, a divisão dos pacientes estudados em pelo menos dois grupos, um dos quais recebia o tratamento sendo testado, enquanto o outro recebia um tratamento padrão já usado antes ou uma substância inócua, por exemplo) e a chamada randomização (alocando os pacientes aos diferentes grupos de modo aleatório).

Tais abordagens são necessárias para diminuir os diferentes vieses que surgem naturalmente durante a observação de um tratamento. Muitos problemas de saúde, por exemplo, acabam melhorando graças ao próprio organismo dos pacientes, mas a inexistência de um grupo-controle poderia levar os médicos a assumir erroneamente que o tratamento foi o responsável pela melhora.

No Brasil, ainda são raros os cursos de formação de profissionais de saúde que incluem em seu currículo disciplinas especificamente dedicadas a ensinar esses conceitos.

“No caso das faculdades de medicina, muitas vezes há apenas um módulo sobre o tema na disciplina de epidemiologia, por exemplo”, diz a reumatologista Rachel Riera, do Hospital Sírio-Libanês e da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), onde ministra justamente uma dessas raras disciplinas. “Existem também muitos cursos esporádicos e outros de pós-graduação, que têm crescido.”

Para Riera, a medicina baseada em evidências não é oposta à experiência pessoal de cada médico ao lidar com seus pacientes no cotidiano, mas ajuda a evitar que certos tratamentos continuem a ser usados de forma acrítica apenas por hábito, sem que tragam benefícios reais para o tratamento.

Ela cita o exemplo dos pacientes com queimaduras graves, os quais, em geral, podem morrer por duas causas: infecções nas feridas ou choque hipovolêmico (forte diminuição do volume do sangue). Durante muitos anos, um dos tratamentos prescritos para enfrentar o choque hipovolêmico foi o uso da proteína albumina no soro desses pacientes, para aumentar a pressão sanguínea.

“Era algo que parecia fazer sentido, mas estava baseado em estudos observacionais de pequena escala”, explica a médica. Dados mais amplos, sob condições mais controladas, revelaram que, além de ser mais caro, o procedimento com albumina levava a mais mortes do que o simples uso de soro fisiológico.

“É claro que existe uma grande lacuna, muitas vezes, entre o que seria a melhor solução possível e o contexto de cada profissional de saúde e cada paciente. Tratar um infarto agudo do miocárdio nunca vai ser a mesma coisa num hospital de uma grande cidade e numa comunidade ribeirinha da Amazônia”, pondera ela. “Não adianta só focar nos resultados de grandes estudos se você não leva isso em conta.”

Riera diz ainda que nenhuma situação recente pode ser comparada à pandemia de Covid-19, quando se considera a necessidade de aprender com grande rapidez maneiras de enfrentar uma nova doença.

Para os especialistas, entretanto, o ineditismo do desafio não significa que qualquer recomendação de tratamento é igualmente válida.

“Existe uma diferença brutal entre a posição individual de cientistas e médicos, que é legítima, e o que é consenso sobre uma determinada questão”, explica o bioquímico Hernan Chaimovich Guralnik, do Instituto de Química da USP.

Ele compara o debate sobre tratamentos não comprovados contra a Covid-19 à questão da mudança climática. “A opinião individual de um pesquisador pode até ser respeitável na sua área do conhecimento, mas o IPCC [painel da ONU sobre o clima] tenta se guiar por um consenso mundial ao analisar o tema. É claro que os consensos também podem mudar, mas isso só acontece quando uma grande quantidade de novas evidências contraria um consenso vigente.”

Natalia Pasternak lembra que a chancela do SUS (Sistema Único de Saúde) ao emprego de dezenas de práticas alternativas de saúde sem comprovação científica, como a homeopatia, é outro indício de como o debate sobre medicina baseada em evidências ainda engatinha no Brasil. “Essa falta de racionalidade já estava chancelada, no fundo, mas ela nunca tinha tido afetado tão profundamente um contexto de emergência quanto agora.”

“Os seres humanos são irracionais por natureza, o que significa que entender comportamentos irracionais não é difícil”, disse Gordon Guyatt à reportagem. “Mas, se era para escolher uma droga não testada para usar, as evidências sugeririam que várias outras são uma aposta melhor que a hidroxicloroquina.”

Testes rápidos de coronavírus

Testes rápidos de coronavírus Foto: Thiago Bunzen/Prefeitura de Olinda

Após mais de dois meses desde a confirmação do primeiro caso de coronavírus em Pernambuco, 20 municípios do Estado ainda não registraram casos da Covid-19 entre a população. A partir desse dado, pesquisadores do Centro Integrado de Estudos Georreferenciados para a Pesquisa Social (Cieg) da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj) mapearam e realizaram rápida pesquisa com o objetivo de identificar as causas da não contaminação nessas localidades.

“Fizemos um mapa e analisamos os municípios que ainda não se contaminaram. Para isso, coletamos os dados junto aos sites das prefeituras desses municípios e nos Informes Epidemiológicos da Secretaria de Saúde do Estado, tomando o período de 21 a 23 de maio como base da pesquisa”, afirmou o pesquisador do Cieg da Fundaj e coordenador responsável pelo Painel, Neison Freire.

De acordo com a pesquisa, o isolamento geográfico e a menor densidade populacional são fatores importantes no controle da expansão do novo coronavírus. “Analisando inicialmente o mapa desses municípios sem Covid-19, observa-se que a primeira possível causa desse atraso na contaminação pode estar relacionado ao fato de que a maioria não está conectada ou próxima a alguma rodovia federal de grande tráfego. “Existe exceção no caso de Belém do São Francisco (BR-316) e Exu (BR-122). Porém, em ambos, há pouco fluxo de veículos se comparados, por exemplo, a BR-101 ou BR-232”, pontuou Neison.

Cerca de 80% desses municípios estão abaixo de 20 mil habitantes. Nesse grupo, a cidade de Ingazeira é a menor, com 4.548 habitantes. Enquanto Iati é a maior, com 19.197 habitantes. Além do mapeamento, os pesquisadores elaboraram um questionário com quatro perguntas a respeito das possíveis causas desse atraso. Para se ter uma contra-prova, foram investigados dois grupos: os municípios sem casos confirmados (20) e aqueles com casos confirmados (20). Esses últimos foram selecionados a partir dos que apresentaram maior variação percentual nos últimos 15 dias.

Ao ser pesquisado se no município a prefeitura havia decretado alguma medida de isolamento social ou fechamento do comércio, 16 das 20 cidades sem Covid-19 (80%) responderam que “sim”, permanecendo há aproximadamente 65 dias nessa situação. Já o grupo dos municípios que tiveram maior crescimento na variação percentual de contaminação, 11 de 20 municípios responderam sim (55%), e com média de dias nessa condição inferior ao outro grupo: 52 dias. “Parece pouco, mas se tratando de uma pandemia com alto grau e rapidez de contágio essa diferença pode ser determinante”, destacou Neison.

Analisando o confinamento social, a pesquisa também avaliou, nos dois grupos, se o comércio não essencial estava fechado. No grupo “sem” Covid-19, 11 municípios responderam que “sim”, situação que já dura há aproximadamente 58 dias em média. Já no grupo dos “com” Covid-19, 15 dos 20 municípios estão há aproximadamente 48 dias com o comércio não essencial fechado. Outra questão analisada diz respeito ao fechamento de escolas. No grupo dos “não” contaminados, 17 responderam que as escolas estão fechadas há cerca de 64 dias. Já no dos “contaminados”, 18 responderam que estão com as escolas fechadas desde 18 de março, seguindo o decreto do Governo do Estado. Logo, para ambos os grupos, o fechamento de escolas foi quase que simultâneo e geral.

A última questão da pesquisa está associada à instalação de barreiras sanitárias nas entradas das cidades. No grupo dos “não contaminados”, 9 responderam que instalaram barreiras e que, em média, elas existem há cerca de 20 dias, embora exista casos com maior tempo. Um exemplo disso é Angelim (desde 30 de março – 51 dias) e Santa Filomena (desde 01 de abril – 39 dias). Nas cidades com casos confirmados e maior variação percentual de contaminação nos últimos 15 dias, 6 dos 20 municípios pesquisados instalaram barreiras sanitárias. Em média, há apenas 13 dias. Portanto, as barreiras sanitárias também indicam ser uma provável maneira eficaz de evitar a introdução da pandemia no núcleo urbano desses grupos, embora não seja uma medida tomada universalmente.

A Prefeitura de Serra Talhada, através da Secretaria de Saúde, informa que foram confirmados mais cinco casos positivos para Covid-19 no município nesta quarta-feira (27/05).

A cidade totaliza 92 casos, sendo 52 pessoas do sexo feminino e 40 do sexo masculino.

Os cinco novos casos confirmados hoje se tratam de duas mulheres de 54 e 55 anos e uma idosa de 72 anos, além de duas crianças, sendo uma menina de três  anos e um menino de quatro anos, contatos domiciliares de caso positivo.

O número de casos em investigação subiu para 24, enquanto o número de casos descartados subiu para 441, considerando a capacidade do município de realizar testagem, através dos testes rápidos adquiridos pela Secretaria de Saúde para o combate à Covid-19.

Trinta pessoas estão em isolamento domiciliar, quatro em leitos de internamento, 55 pessoas recuperadas e três  óbitos.

Portanto, Serra Talhada contabiliza 92 casos confirmados, 24 em investigação, 441 descartados, 55 recuperados e 03 óbitos.

O pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) para a federalização do inquérito que apura o assassinato da vereadora Marielle Franco e seu motorisa Anderson Gomes, foi rejeitado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

A posição da Corte atende aos pedidos das famílias da parlamentar e seu funcionário, mortos em um atentado político em março de 2018.

A ministra Laurita Vaz, relatora do requerimento no STJ, avaliou como negativa a retirada da investigação do caso da Polícia Civil do Rio de Janeiro.

Para ela, a federalização do inquérito prejudicaria o andamento das elucidações do crime, apurado pela polícia do RJ desde o início do inquérito.

Na avaliação da ministra, não ficaram claros os elementos autorizadores do deslocamento do caso para a Polícia Federal. A PGR argumenta que a atuação do Ministério Público do Rio de Janeiro diante das investigações é ineficiente.

Mesmo após a decisão da ministra, o STJ segue avaliando o pedido da PGR para federalização do caso.

Nesta quarta-feira, 27 de maio, a Secretaria de Saúde de Arcoverde informa que, até às 17h, foram registrados seis novos suspeitos de Covid-19.

O boletim diário traz 83 confirmados, dezessete suspeitos, cento e trinta e um descartados, onze óbitos e vinte e quatro recuperados.

Vale lembrar que dentro dos 83 confirmados, estão contabilizados os 11 óbitos e 24 curados. Em recuperação existem 48 pessoas, na sua maioria, em isolamento domiciliar. No Hospital de Campanha há cinco pacientes internados.

Secretaria de Saúde de Sertânia informa, nesta quarta-feira (27), que mais três casos foram confirmados  para Covid-19 no município, após realização de testes rápidos. Agora são 44 casos confirmados.

Mais onze casos foram descartados  também com realização de testes rápidos. Um desses casos descartados estava em investigação.

“Reforçamos que os resultados de testes rápidos podem ser informados diretamente sem a necessidade de passar pela situação de Investigado, tendo em vista que esses resultados são obtidos em um curto espaço de tempo, cerca de 15 minutos”, conclui a nota.

O Brasil registrou 1.086 novas mortes por coronavírus e 20.599 novos casos nas últimas 24 horas, segundo dados do Ministério da Saúde divulgados nesta quarta-feira (27).

Com isso, o total de óbitos é de 25.598, e de casos confirmados, 411.821.

Foi o segundo maior número de novos casos em 24 h registrado nos últimos três meses – o maior foi na sexta (22), com 20.803. O recorde diário de mortes registradas em um dia é da última quinta-feira (21), com 1.188 novos óbitos.

De acordo com a Universidade Johns Hopkins (EUA), o Brasil é o segundo país com mais casos da doença. Em números absolutos, fica atrás apenas dos Estados Unidos, que têm 1,6 milhão de casos.

Em número de mortes, o Brasil é o sexto país mais afetado. Os cinco primeiros países com mais mortes são EUA (100 mil), Reino Unido (37 mil), Itália (33 mil), França (28 mil) e Espanha (27 mil).

Um dos principais modelos utilizados pela Casa Branca para monitorar números sobre o coronavírus atualizou com piora o cenário no Brasil e projeta mais de 125 mil mortes no país até agosto.

No meio de maio, quando o IHME, instituto de métrica da Universidade de Washington, divulgou pela primeira vez dados sobre o Brasil, a previsão era de que 88.305 pessoas morressem por Covid-19 até 4 de agosto no país.

Na segunda (25), porém, após o crescimento vertiginoso de casos e mortes em território brasileiro nas últimas semanas, e o país ter passado a ser o epicentro da pandemia, de acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), o instituto americano também atualizou os números para pior

O Governo de Pernambuco recebeu a doação de 15 respiradores e mais de 1,1 milhão de unidades de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) à rede estadual de saúde.

Os aparelhos, que já estão sendo entregues a 10 hospitais e 14 Unidades de Pronto-Atendimento (UPAs), foram doados pelo Projeto Todos pela Saúde, coordenado pelo Banco Itaú.

Além dos respiradores, Pernambuco foi contemplado com 335 galões de álcool em gel; 26 mil máscaras N-95; 213 mil máscaras cirúrgicas; 873 mil luvas; 41,8 mil aventais; e 9,3 mil óculos de proteção.

Esses itens estão sendo distribuídos entre as unidades de referência para o atendimento à Covid-19 no Estado, como os hospitais Agamenon Magalhães, Getúlio Vargas, Oswaldo Cruz, Barão de Lucena, Imip e Alfa, no Recife; Hospital Jaboatão-Prazeres, em Jaboatão dos Guararapes; Hospital João Murilo, em Vitória de Santo Antão; e hospitais Mestre Vitalino e Regional do Agreste, em Caruaru. 

Dos 15 respiradores, cinco já foram encaminhados para o Hospital Dom Moura, em Garanhuns, e 10 estão sendo destinados ao Mestre Vitalino, em Caruaru.

Para garantir as doações, o Projeto Todos pela Saúde envia profissionais aos Estados, para conhecer a situação epidemiológica local e entender a gestão do enfrentamento da epidemia pelas autoridades de saúde. 

Blog do Magno

Está confirmada para esta quinta-feira a liberação dos R$ 60 bilhões referentes ao projeto emergencial de ajuda aos Estados e Municípios para o período da pandemia do coronovirus.

A publicação sai no Diário Oficial logo mais à meia noite e estava sendo aguardada com muita ansiedade pelos governadores e prefeitos.

A medida sai com vetos, entre os quais a rejeição à ampliação do benefício a ser pago em três parcelas pelo governo federal para trabalhadores informais de determinadas profissões que não estão incluídas no Cadastro Único.

Nessa lista pescadores artesanais, catadores de materiais recicláveis e motoristas e entregadores de aplicativo.

[300] Bola do Campeonato Pernambucano

[300] Bola do Campeonato Pernambucano Foto: Ed Machado/Folha de Pernambuco

Voltar aos treinamentos presenciais já é uma realidade para clubes do Sul, além de alguns do Sudeste. Cada um a sua forma, eles iniciaram trabalhos simples em separado, sem o tradicional coletivo. Tudo isso com uma testagem inicial para identificar se algum profissional está infectado pelo novo coronavírus. Um pequeno passo para o objetivo de ver a bola rolando no futuro. Porém, alguns locais em que a doença avança progressivamente ainda não permitiram esse tipo de atividade, gerando um retorno sem uniformidade no Brasil. Cenário que pode deixar estados como Pernambuco, que ainda não “voltou ao normal”, no fim da fila do regresso ao futebol.

Primeiro, é bom explicar que cada estado possui uma realidade diferente quanto aos casos da Covid-19. Rio Grande do Sul e Santa Catarina, por exemplo, possuem aproximadamente sete mil casos. O Paraná, pouco menos de quatro mil. Pernambuco, quinto estado do País com mais infectados, registrou até a última terça (26) 28.366 testes positivos para a edoença. O que explica o fato de a liberação aos treinos não acontecer ao mesmo tempo.

Nos estados que já liberaram as atividades, os estaduais devem iniciar mais cedo do que os de outros pontos do País. Para o preparador físico do Santa Cruz, Carlos Gamarra, ainda que os treinos estejam sendo realizados de maneira restritiva, com pequenos grupos de atletas espalhados pelo Centro de Treinamento de cada equipe, existe a possibilidade de o Tricolor voltar ao batente em desvantagem em relação aos times que disputam Copa do Nordeste e Série C. “O prejuízo existe e temos consciência disso. Os times que voltarem, logicamente, vão ter uma vantagem em relação às partes física, técnica e tática também”, explicou Gamarra. “Ainda estamos esperando as autoridades do Recife se pronunciarem para ver quando a gente pode iniciar esse processo com grupos reduzidos e com todos os cuidados necessários”, completou. A expectativa da Cobra Coral é voltar antes de uma definição da FPF sobre as datas de cada partida remanescente do Estadual.

Para o técnico do Sport, Daniel Paulista, é preciso saber quanto tempo os clubes pernambucanos terão na nova “pré-temporada” para dimensionar a situação. “Lógico que existirá uma diferença. Nós ainda não temos autorização para voltar às atividades e, se não tivermos um tempo justo de preparação, teremos um déficit em relação aos outros clubes. Temos de torcer pela diminuição dos casos para depois saber os dias de treino que teremos antes dos jogos. Sabemos que, quanto mais a paralisação continuar, maior será o impacto no segundo semestre. Precisaremos provavelmente jogar seguidamente por todas as semanas. Vejo isso com preocupação. Se não tivermos tempo para condicionar os atletas, nós poderemos ter um alto índice no número de lesões”, declarou.

“Moro em Curitiba e já vi aqui as equipes voltando, mas é porque a situação está controlada, diferente do Recife. A CBF precisa tomar uma posição. Nós, do Náutico, esperamos a liberação. Vamos continuar com os treinos online. Quem se apresenta agora e está na Série B, por exemplo, terá mais tempo que nós. Isso é uma vantagem nítida. O correto era todos voltarem juntos, mas infelizmente não foi possível”, explicou o preparador do Náutico, Walter Grassmann.

FPF

O presidente da FPF, Evandro Carvalho, não acredita que um início posterior aos treinos vai prejudicar os clubes do Estado. “Não acho que existirá diferença. Quem começou a treinar vai jogar o estadual, mas depois terá de esperar pelos demais clubes para o início do Nacional. Correm o risco de começar cedo, mas parar por algumas semanas, só com treinamentos e sem disputar jogos oficiais. Já aqui, quando começarmos, teremos um tempo de preparação de 15 dias para jogar as competições que eram do primeiro semestre e emendar logo nos torneios nacionais, sem pausa e mantendo o ritmo de jogo. Se a curva epidêmica cair, a gente volta a treinar na segunda quinzena de junho e recomeça o campeonato em julho”, explicou o presidente.

Segundo a Fiepe, 85% das indústrias também apresentam queda no faturamento

Segundo a Fiepe, 85% das indústrias também apresentam queda no faturamento Foto: Divulgação

O acesso ao crédito se tornou uma das principais saídas por parte das empresas para conseguir uma sobrevivência dos negócios durante a pandemia provocada pelo novo coronavírus. Porém, essa é uma realidade diferente nas indústrias pernambucanas. Segundo estudo feito pela Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe), 84,15% das empresas não conseguiram ter acesso ao recurso.

A pesquisa foi feita com informações de 147 indústrias de Pernambuco, entre os dias 16 e 20 de maio. Os empresários, alegaram que a falta de acesso ao crédito do setor produtivo, a partir das medidas do Governo Federal e Banco Central não chegaram, e precisam de ações para permanecer atuando.

O gerente de Relações Industriais da Fiepe, Maurício Laranjeira, afirma que a dificuldade na pandemia é uma realidade em todos os setores, mas sem acesso ao crédito nas indústrias, as empresas não vão conseguir se manter. “A dificuldade está sendo geral, vimos que 85% tinham queda de faturamento e com isso a indústria tem um fluxo de caixa complicado, precisa cumprir com as obrigações, pagar o governo, que até isso está difícil. Conseguir o crédito está difícil, restrição por parte dos bancos, tanto público como privados, com receio do que vem pela frente”, disse.

O levantamento destaca que do total das indústrias, 60,9% são pequenas, 23,2% são médias e 11,6% de micro indústrias e 4,3% de grandes empresas, o que não representa um bom cenário a dificuldade no acesso ao crédito, para o gerente de Relações Industriais da Fiepe. “O fluxo de caixa das pequenas já é reduzido pelo porte delas e com menos acesso ao crédito é o caminho para o fim da atividade, não tem como respirar, o crédito deveria ter uma linha mais simplificada, mais facilidade. O grande tem um acesso mais fácil, muito por conta dos consultores, empresas especializadas, e o pequeno não tem esse benefício”, afirmou Laranjeira.

Os dados da Fiepe apontam ainda que 58,5% dos que participaram da pesquisa informaram ter buscado por uma linha de crédito, sendo que 30,5% pertencem à construção civil, 11,1% à indústria têxtil e 9,7% à indústria de alimentos. Neste quesito, boa parte foi de pequenos negócios, com 59,3%, seguido dos 23,3% das médias empresas, 10,5% das micro e 7% das grandes.

Entre as dificuldades que as indústrias enfrentam para aderir ao crédito, estão o baixo limite disponível, com 69,23% dos respondentes, seguido do excesso de exigências por certidões negativas, com 46,15%, exigências de garantias e excesso de burocracia, ambas com 30,77%. Os bancos mais procurados pelos empresários pernambucanos foram a Caixa Econômica Federal e o Banco do Nordeste do Brasil (BNB).

Como uma solução para melhorar o acesso ao crédito, o gerente da Fiepe acredita que uma simplificação no processo ajudaria na economia. “Simplificar e tornar mais viável, um fundo garantidor para que as operações de crédito se habilitem. Os hábitos dos consumidores são outros, dois meses e meio parados praticamente, ficou um passivo, o crédito vai terá que ser algo estruturado e tem que ser acompanhado para que o mercado depois se regule”, concluiu Maurício.