{"id":49142,"date":"2025-10-20T05:24:54","date_gmt":"2025-10-20T08:24:54","guid":{"rendered":"https:\/\/blogdojuniorcavalcanti.com.br\/?p=49142"},"modified":"2025-10-20T05:24:54","modified_gmt":"2025-10-20T08:24:54","slug":"camara-ja-gastou-r-33-milhoes-com-deputados-presos-ou-fora-do-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogdojuniorcavalcanti.com.br\/index.php\/2025\/10\/20\/camara-ja-gastou-r-33-milhoes-com-deputados-presos-ou-fora-do-brasil\/","title":{"rendered":"C\u00e2mara j\u00e1 gastou R$ 3,3 milh\u00f5es com deputados presos ou fora do Brasil"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">A C\u00e2mara dos Deputados j\u00e1 gastou R$ 3,3 milh\u00f5es para bancar os gabinetes de parlamentares presos ou fora do Brasil, sem registro de presen\u00e7a em sess\u00f5es. O levantamento, divulgado pelo Estad\u00e3o, mostra que o ex-deputado Chiquinho Braz\u00e3o (sem partido-RJ), cassado em abril ap\u00f3s um ano preso, e os deputados Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e Carla Zambelli (PL-SP), ambos impedidos de receber sal\u00e1rio por determina\u00e7\u00e3o do Supremo Tribunal Federal (STF), continuam com gabinetes ativos, servidores e despesas pagas pela Casa.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">O caso provocou indigna\u00e7\u00e3o entre parlamentares e reacendeu o debate sobre a blindagem e os privil\u00e9gios dentro da C\u00e2mara, em meio a uma crise de credibilidade do Legislativo. As informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o do portal Congresso em Foco.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\"><strong>Tr\u00eas gabinetes, milh\u00f5es em gastos e nenhum trabalho<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Em menos de dois anos, os gabinetes dos tr\u00eas deputados consumiram R$ 3,3 milh\u00f5es dos cofres p\u00fablicos \u2014 R$ 1,9 milh\u00e3o de Chiquinho Braz\u00e3o, R$ 900 mil de Eduardo Bolsonaro e R$ 300 mil de Carla Zambelli.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\"><strong>Mesmo presos ou ausentes do pa\u00eds, os parlamentares mant\u00eam equipes numerosas:<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Zambelli possui 12 assessores, que custam cerca de R$ 103 mil por m\u00eas;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Eduardo Bolsonaro, nove servidores, com R$ 132 mil mensais;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Chiquinho Braz\u00e3o manteve 24 funcion\u00e1rios, somando R$ 120 mil por m\u00eas, at\u00e9 ser cassado por excesso de faltas.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Carla est\u00e1 presa na It\u00e1lia, enquanto Eduardo articula san\u00e7\u00f5es contra o Brasil e autoridades brasileiras, alegando que o seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, \u00e9 perseguido judicial e politicamente.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Mesmo com os parlamentares sem desempenhar o mandato, os gabinetes continuaram operando sob justificativas burocr\u00e1ticas. Em nota, a equipe de Zambelli afirmou que segue \u201cdesempenhando suas fun\u00e7\u00f5es legislativas e administrativas\u201d, mesmo com a deputada presa na It\u00e1lia ap\u00f3s ser condenada pelo STF a dez anos de pris\u00e3o pela invas\u00e3o ao sistema do Conselho Nacional de Justi\u00e7a (CNJ). Ela foi condenada a mais de cinco anos de pris\u00e3o por persegui\u00e7\u00e3o com arma de fogo a um jornalista.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\"><strong>\u201cDeputado home office\u201d e acord\u00f5es no Congresso<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">A manuten\u00e7\u00e3o das estruturas levou o vice-l\u00edder do governo, Alencar Santana (PT-SP), a apresentar um projeto que pro\u00edbe o \u201cdeputado home office\u201d, aquele que, mesmo afastado do pa\u00eds, mant\u00e9m gabinete e equipe pagos com recursos p\u00fablicos.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">\u201c\u00c9 il\u00f3gico ser eleito para exercer fun\u00e7\u00e3o na C\u00e2mara e ficar em outro pa\u00eds\u201d, afirmou Santana ao Estad\u00e3o. \u201cDeputados que n\u00e3o exercem o mandato plenamente n\u00e3o podem custar milh\u00f5es aos cofres p\u00fablicos.\u201d<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Mas o descontentamento na base governista foi al\u00e9m. O l\u00edder do PT na C\u00e2mara, Lindbergh Farias (RJ), classificou a situa\u00e7\u00e3o como \u201cum absurdo e um esc\u00e1rnio\u201d, afirmando que h\u00e1 \u201cum acord\u00e3o para blindar os bolsonaristas\u201d.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\"><strong>Cassa\u00e7\u00f5es paradas<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Os processos contra Zambelli e Eduardo Bolsonaro seguem travados. A Comiss\u00e3o de Constitui\u00e7\u00e3o e Justi\u00e7a (CCJ) ainda n\u00e3o julgou o pedido de perda de mandato da deputada, e o Conselho de \u00c9tica avalia o caso de Eduardo, cujo relator, Delegado Marcelo Freitas (Uni\u00e3o-MG), pediu o arquivamento.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Mesmo assim, Eduardo poder\u00e1 perder o mandato em 2026 por excesso de faltas, caso continue sem registrar presen\u00e7a. De acordo com Lindbergh, h\u00e1 um \u201cacord\u00e3o\u201d na C\u00e2mara para que Eduardo perca o mandato por aus\u00eancias, em vez de ter seu processo analisado pelos colegas. Com a cassa\u00e7\u00e3o por faltar a mais de um ter\u00e7o das sess\u00f5es sem justificativa, ele continua eleg\u00edvel para o pr\u00f3ximo ano e poder\u00e1 se candidatar novamente, o que n\u00e3o ocorreria com o julgamento no Plen\u00e1rio.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A C&acirc;mara dos Deputados j&aacute; gastou R$ 3,3 milh&otilde;es para bancar os gabinetes de parlamentares presos ou fora do Brasil, sem registro de presen&ccedil;a em sess&otilde;es. O levantamento, divulgado pelo Estad&atilde;o, mostra que o ex-deputado Chiquinho Braz&atilde;o (sem partido-RJ), cassado em abril ap&oacute;s um ano preso, e os deputados Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e Carla Zambelli (PL-SP), ambos impedidos de receber sal&aacute;rio por determina&ccedil;&atilde;o do Supremo Tribunal Federal (STF), continuam com gabinetes ativos, servidores e despesas pagas pela Casa. 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