{"id":62292,"date":"2026-09-28T07:50:42","date_gmt":"2026-09-28T10:50:42","guid":{"rendered":"https:\/\/blogdojuniorcavalcanti.com.br\/?p=62292"},"modified":"2026-09-28T07:50:42","modified_gmt":"2026-09-28T10:50:42","slug":"onda-de-calor-tera-pico-de-41c-e-alerta-vermelho-em-oito-estados","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogdojuniorcavalcanti.com.br\/index.php\/2026\/09\/28\/onda-de-calor-tera-pico-de-41c-e-alerta-vermelho-em-oito-estados\/","title":{"rendered":"Onda de calor ter\u00e1 pico de 41\u00b0C e alerta vermelho em oito estados"},"content":{"rendered":"<div class=\"fotoNot\">\n<p class=\"credFotoNot text-[12px] mb-2.5 font-medium tracking-[-3%] text-center text-black\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Altas temperaturas na capital do pa\u00eds come\u00e7ar\u00e3o a subir a partir de segunda-feira e t\u00eam tudo para atingir o \u00e1pice na virada de setembro para outubro (Reprodu\u00e7\u00e3o\/Instagram\/@inmet.oficial)<\/span><\/p>\n<\/div>\n<p class=\"texto\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta vermelho (grande perigo) para a primeira onda de calor desta primavera. Apesar de ter come\u00e7ado na ter\u00e7a-feira, tende a se intensificar a partir de amanh\u00e3 e atingir o auge at\u00e9 dia 30. Oito estados ser\u00e3o os mais afetados: Minas Gerais, Rio de Janeiro, S\u00e3o Paulo, Paran\u00e1, Santa Catarina, Goi\u00e1s, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.<\/span><\/p>\n<p class=\"texto\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Segundo o Inmet, as temperaturas m\u00e1ximas podem chegar a 41\u00b0C em Cuiab\u00e1, amanh\u00e3 e segunda-feira, e a 40\u00b0C em Campo Grande (MS), na segunda-feira. Em S\u00e3o Paulo (SP), a m\u00e1xima poder\u00e1 atingir 32\u00b0C amanh\u00e3. O instituto ainda adverte que o epis\u00f3dio deve provocar uma sequ\u00eancia de pelo menos cinco dias \u2014 crit\u00e9rio usado para caracterizar um evento de onda climatol\u00f3gica \u2014 com temperaturas m\u00e1ximas superiores \u00e0 m\u00e9dia de 5\u00b0C ou mais.<\/span><\/p>\n<p class=\"texto\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Outras regi\u00f5es dever\u00e3o registrar temperaturas elevadas nos pr\u00f3ximos dias, mas n\u00e3o est\u00e3o inclu\u00eddas no aviso porque a previs\u00e3o n\u00e3o atende simultaneamente aos crit\u00e9rios de intensidade e persist\u00eancia usados para caracterizar o evento. Em Bras\u00edlia, a m\u00e1xima poder\u00e1 atingir 32\u00b0C a partir de segunda-feira.<\/span><\/p>\n<p class=\"texto\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">&#8220;Em Bras\u00edlia, as temperaturas podem ficar na faixa de 34\u00b0C a 35\u00b0C at\u00e9 o in\u00edcio da pr\u00f3xima semana&#8221;, relatou Francisco de Assis, meteorologista e consultor clim\u00e1tico. Ele acrescenta que a onda de calor n\u00e3o ser\u00e1 algo exclusivo do come\u00e7o da primavera e que a expectativa, ao longo da esta\u00e7\u00e3o, \u00e9 de diversas ondas com temperaturas acima da m\u00e9dia.<\/span><\/p>\n<p class=\"texto\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Por tr\u00e1s dessas mudan\u00e7as est\u00e1 o El Ni\u00f1o. A meteorologista Andrea Ramos explica que o fen\u00f4meno clim\u00e1tico come\u00e7a com um aquecimento anormal das \u00e1guas do Pac\u00edfico Equatorial, cujos efeitos se propagam pela atmosfera e modificam padr\u00f5es de circula\u00e7\u00e3o, chuva e temperatura em diferentes partes do planeta.<\/span><\/p>\n<p class=\"texto\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Ela cita que o boletim da National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA, uma ag\u00eancia cient\u00edfica do governo dos Estados Unidos) de 10 de setembro e a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Meteorologia (OMM) destaca que o El Ni\u00f1o de 2026 est\u00e1 se fortalecendo e poder\u00e1 atingir intensidade muito maior no \u00faltimo trimestre do ano, aumentando os riscos de calor extremo, secas e chuvas intensas, dependendo da regi\u00e3o.<\/span><\/p>\n<aside class=\"w-full clear-both\" aria-label=\"Publicidade\">\n<div class=\"pubMH-LB mx-auto flex justify-center my-5\">\n<div class=\"my-auto block\">\n<div id=\"superbanner_resumomateria_6ab8319199153\" class=\"adBanner\" data-google-query-id=\"CLWWlZyNkZcDFc1E3QIdYlgBhA\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/1085900\/dp_internas_materiameio_0__container__\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/aside>\n<p class=\"texto\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">&#8220;Ele funciona como um amplificador ou modulador do sistema clim\u00e1tico, enquanto a forma\u00e7\u00e3o de cada onda de calor depende da configura\u00e7\u00e3o meteorol\u00f3gica regional naquele momento&#8221;, observa Andrea.<\/span><\/p>\n<p class=\"texto\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Maria Clara Sassaki, especialista em meteorologia e porta-voz da Climatempo, observa que o <a href=\"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/brasil\/2026\/09\/11724131-ministro-anuncia-recife-como-base-da-forca-nacional-do-sus-contra-impactos-do-el-nino.html\"><strong>El Ni\u00f1o<\/strong><\/a> deixa as temperaturas elevadas em diversos pontos da atmosfera porque o aquecimento das \u00e1guas do Oceano Pac\u00edfico equatorial altera o padr\u00e3o de circula\u00e7\u00e3o de ventos na atmosfera. Isso altera a disponibilidade de umidade no continente.<\/span><\/p>\n<p class=\"texto\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">&#8220;Com o ar mais seco, a temperatura sobe r\u00e1pido ao longo do dia. Isso n\u00e3o vale apenas para ondas de calor, mas, tamb\u00e9m, para per\u00edodos de temperaturas elevadas, como o que vai acontecer agora&#8221;, destaca.<\/span><\/p>\n<p class=\"texto\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Segundo o Inmet, um dos sistemas que contribuem para essa configura\u00e7\u00e3o \u00e9 uma \u00e1rea de baixa press\u00e3o que dever\u00e1 se intensificar entre o norte da Argentina e o oeste do Paraguai ao longo dos pr\u00f3ximos dias. O instituto observa que o fortalecimento da baixa press\u00e3o modifica a circula\u00e7\u00e3o dos ventos em uma \u00e1rea bastante ampla. \u00c0 medida que a baixa se intensifica, essa circula\u00e7\u00e3o favorece o transporte de ar quente das \u00e1reas mais ao norte em dire\u00e7\u00e3o ao Sul do Brasil, ao Paraguai e \u00e0 Argentina, o que contribui para a eleva\u00e7\u00e3o r\u00e1pida das temperaturas, que depois tendem a permanecer altas com a manuten\u00e7\u00e3o do padr\u00e3o atmosf\u00e9rico.<\/span><\/p>\n<p class=\"texto\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">&#8220;A baixa press\u00e3o em superf\u00edcie n\u00e3o \u00e9 o \u00fanico fator respons\u00e1vel pelo epis\u00f3dio de calor. Na alta troposfera, entre cerca de 5km e 12km acima da superf\u00edcie, tamb\u00e9m dever\u00e1 se estabelecer uma circula\u00e7\u00e3o anticicl\u00f4nica an\u00f4mala sobre partes do Centro-Oeste, do Sudeste e do Sul. Essa circula\u00e7\u00e3o favorece o movimento descendente do ar. O processo intensifica e mant\u00e9m as altas temperaturas, sobretudo quando associado ao transporte de ar quente em baixos n\u00edveis&#8221;, ressalta o informe do Inmet.<\/span><\/p>\n<p class=\"texto\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">De acordo com o instituto, a alta press\u00e3o persistente \u00e9 associada ao &#8220;domo de calor&#8221;, termo que descreve uma \u00e1rea que favorece a perman\u00eancia da massa de ar quente sobre determinada regi\u00e3o. Isso contribui para a persist\u00eancia das temperaturas elevadas e dificulta a renova\u00e7\u00e3o do ar.<\/span><\/p>\n<aside class=\"w-full clear-both\" aria-label=\"Publicidade\">\n<div class=\"pubMH-LB mx-auto flex justify-center my-5\">\n<div class=\"my-auto block\">\n<div id=\"superbanner_resumomateria_6ab8319199159\" class=\"adBanner\" data-google-query-id=\"CPnK5J6NkZcDFYxTuAQdtrMovg\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/1085900\/dp_internas_materiameio_1__container__\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/aside>\n<p class=\"texto\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\"><strong>400 mil mortes<\/strong><\/span><\/p>\n<p class=\"texto\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Cientistas da Universidade de Chicago calculam que as ondas de calor causadas pelo El Ni\u00f1o, entre junho de 2026 e fevereiro de 2027, podem matar mais de 450 mil pessoas. Publicada na revista Climate Impact Lab, a proje\u00e7\u00e3o ainda mostra um aumento de 44% de dias extremamente quentes comparados aos anos normais.<\/span><\/p>\n<p class=\"texto\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">&#8220;Essas condi\u00e7\u00f5es de calor an\u00f4malo se assemelham \u00e0s temperaturas mais elevadas que, segundo as proje\u00e7\u00f5es, as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas trar\u00e3o daqui a 20 anos&#8221;, destaca Maria Clara Sassaki, especialista em meteorologia e porta-voz da Climatempo.<\/span><\/p>\n<p class=\"texto\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Um estudo da <a href=\"https:\/\/fiocruz.br\/\"><strong>Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz (Fiocruz)<\/strong><\/a>, desenvolvido em parceria com a Universidade Federal da Bahia (UFBA), estima que aproximadamente 120 mil mortes estiveram associadas \u00e0s ondas de calor no Brasil entre 2000 e 2019. Isso representa cerca de 0,6% de todos os \u00f3bitos registrados no per\u00edodo.<\/span><\/p>\n<p class=\"texto\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Segundo a pesquisadora Beatriz Oliveira, da Fiocruz, respons\u00e1vel pelo estudo, o calor extremo n\u00e3o afeta a popula\u00e7\u00e3o da mesma forma. Idosos, mulheres e pessoas com menor escolaridade est\u00e3o entre os grupos mais vulner\u00e1veis, principalmente por enfrentarem maiores dificuldades de adapta\u00e7\u00e3o, como acesso limitado a ambientes climatizados, maior exposi\u00e7\u00e3o ao calor durante o trabalho e dificuldades de acesso aos servi\u00e7os de sa\u00fade.<\/span><\/p>\n<p class=\"texto\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Dos 120 mil \u00f3bitos estimados pela pesquisa, cerca de 97 mil ocorreram entre pessoas com 65 anos ou mais. Quase metade das mortes esteve relacionada a doen\u00e7as cardiovasculares e respirat\u00f3rias.<\/span><\/p>\n<aside class=\"w-full clear-both\" aria-label=\"Publicidade\">\n<div class=\"pubMH-LB mx-auto flex justify-center my-5\">\n<div class=\"my-auto block\">\n<div id=\"superbanner_resumomateria_6ab831919915d\" class=\"adBanner\" data-google-query-id=\"CLPKl6CNkZcDFSawYQYdl1Ibuw\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/1085900\/dp_internas_materiameio_2__container__\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/aside>\n<p class=\"texto\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">A meteorologista Andrea Ramos salienta que o calor excessivo imp\u00f5e um esfor\u00e7o muito grande ao organismo para manter a temperatura corporal. Ela explica que pode provocar desidrata\u00e7\u00e3o, exaust\u00e3o t\u00e9rmica, c\u00e2imbras, insola\u00e7\u00e3o e, nos casos mais graves, a uma emerg\u00eancia m\u00e9dica.<\/span><\/p>\n<p class=\"texto\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">&#8220;O calor tamb\u00e9m pode agravar doen\u00e7as cardiovasculares, respirat\u00f3rias e outras condi\u00e7\u00f5es cr\u00f4nicas. Os riscos s\u00e3o maiores para idosos, crian\u00e7as, gestantes, pessoas com doen\u00e7as preexistentes e trabalhadores que permanecem muito tempo expostos ao sol e ao calor. Um aspecto muitas vezes esquecido \u00e9 a temperatura noturna elevada. Quando as noites permanecem muito quentes, o organismo tem menor oportunidade de se recuperar do estresse t\u00e9rmico acumulado durante o dia&#8221;, adverte.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Altas temperaturas na capital do pa&iacute;s come&ccedil;ar&atilde;o a subir a partir de segunda-feira e t&ecirc;m tudo para atingir o &aacute;pice na virada de setembro para outubro (Reprodu&ccedil;&atilde;o\/Instagram\/@inmet.oficial) O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta vermelho (grande perigo) para a primeira onda de calor desta primavera. Apesar de ter come&ccedil;ado na ter&ccedil;a-feira, tende a se intensificar a partir de amanh&atilde; e atingir o auge at&eacute; dia 30. Oito estados ser&atilde;o os mais afetados: Minas Gerais, Rio de Janeiro, S&atilde;o Paulo, Paran&aacute;, Santa Catarina, Goi&aacute;s, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. 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