{"id":6783,"date":"2020-07-06T08:39:14","date_gmt":"2020-07-06T11:39:14","guid":{"rendered":"http:\/\/blogdojuniorcavalcanti.com.br\/?p=6783"},"modified":"2020-07-06T08:39:14","modified_gmt":"2020-07-06T11:39:14","slug":"venda-de-municoes-cresce-24-no-governo-bolsonaro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogdojuniorcavalcanti.com.br\/index.php\/2020\/07\/06\/venda-de-municoes-cresce-24-no-governo-bolsonaro\/","title":{"rendered":"Venda de muni\u00e7\u00f5es cresce 24% no governo Bolsonaro"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/static\/app\/noticia_127983242361\/2020\/07\/06\/834191\/20200706075220840963a.jpg\" alt=\" (Foto: AFP)\" width=\"518\" height=\"333\" \/><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">O volume de muni\u00e7\u00f5es compradas no Brasil cresceu na gest\u00e3o Jair Bolsonaro (sem partido). De janeiro a maio deste ano, houve alta de 24% na venda de cartuchos, na compara\u00e7\u00e3o com o mesmo per\u00edodo de 2018, \u00faltimo ano da gest\u00e3o Michel Temer (MDB).Foram compradas 81,8 milh\u00f5es de unidades em 2020. O n\u00famero, dois anos antes, foi de 66 milh\u00f5es de proj\u00e9teis.<\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Em rela\u00e7\u00e3o a igual per\u00edodo de 2019, j\u00e1 no governo Bolsonaro, o crescimento foi de 18,8%.<\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Os dados foram obtidos pelo F\u00f3rum Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica por meio da LAI (Lei de Acesso \u00e0 Informa\u00e7\u00e3o). As vendas chegaram a atingir patamares ainda maiores em grupos espec\u00edficos da popula\u00e7\u00e3o.<\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">A ind\u00fastria passou a vender 46,1% mais nos cinco primeiro meses deste ano para lojas de armas, em compara\u00e7\u00e3o com 2018. As lojas, por sua vez, aumentaram a venda em 99,4% no mesmo per\u00edodo.<\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">O crescimento do n\u00famero de muni\u00e7\u00f5es foi puxado principalmente por tr\u00eas grupos: lojas de armas; entidades de tiro desportivo e atiradores; e ca\u00e7adores e colecionadores. Somente de janeiro a maio deste ano, foram 57,7 milh\u00f5es de muni\u00e7\u00f5es que sa\u00edram da ind\u00fastria e foram para esses perfis.<\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">&#8220;A ind\u00fastria tamb\u00e9m ganhou porque aumentou o faturamento. As empresas brasileiras dominam mais 99% do mercado no pa\u00eds &#8220;, afirmou Ivan Marques, membro do F\u00f3rum Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica.<\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Durante o atual governo, 267 milh\u00f5es de muni\u00e7\u00f5es -mais de uma bala por habitante- foram colocadas em circula\u00e7\u00e3o. Procurado, o governo federal n\u00e3o se manifestou.<\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Os estados que lideram o ranking de compra s\u00e3o Rio Grande do Sul, S\u00e3o Paulo e Santa Catarina, segundo dados do Sistema de Controle de Venda e Estoque de Muni\u00e7\u00f5es (Sicovem), do Ex\u00e9rcito Brasileiro, encaminhados ao f\u00f3rum.<\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Os \u00fanicos grupos que apresentaram queda foram empresas de seguran\u00e7a privada e integrantes das for\u00e7as de seguran\u00e7a, como policiais e militares, que podem comprar muni\u00e7\u00f5es como pessoa f\u00edsica.<\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">A queda na venda pode ser explicada, nesses segmentos, pelo per\u00edodo de isolamento social imposto pela pandemia do novo coronav\u00edrus.<\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Para especialistas, a pol\u00edtica armamentista de Bolsonaro \u00e9 o fator principal para a alta desses n\u00fameros.<\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Desde quando tomou posse, o presidente passou a publicar uma s\u00e9rie de normas infralegais que n\u00e3o dependem da aprova\u00e7\u00e3o do Congresso. Foram ao menos oito decretos e duas portarias que ampliam o acesso da popula\u00e7\u00e3o a armas e muni\u00e7\u00f5es.<\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">&#8220;Vivemos uma pandemia do novo coronav\u00edrus, crise econ\u00f4mica, as pessoas t\u00eam perdido o emprego e, ainda assim, h\u00e1 o aumento de venda de muni\u00e7\u00e3o. A \u00fanica vari\u00e1vel dessa equa\u00e7\u00e3o favor\u00e1vel ao aumento de vendas \u00e9 a facilidade de acesso por causa dos decretos e das portarias&#8221;, afirmou Marques.<\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">O crescimento tem se dado de duas formas: pelo aumento da quantidade de balas que podem ser adquiridas e tamb\u00e9m pela flexibiliza\u00e7\u00e3o da posse e do porte, que aumentou a quantidade de armas em circula\u00e7\u00e3o e, consequentemente, aqueceu o mercado de muni\u00e7\u00f5es.<\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Antes de um dos decretos, o atirador desportivo, por exemplo, poderia ter at\u00e9 16 armas de fogo. Para atingir essa quantidade, no entanto, precisava estar no n\u00edvel tr\u00eas de sua categoria.\u00a0<\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Agora, todos os n\u00edveis de atiradores passam a ter um limite total de 60 armas, sendo 30 de uso permitido e outras 30 armas de uso restrito.<\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Outra mudan\u00e7a foi na quantidade de muni\u00e7\u00f5es. O atirador n\u00edvel dois poderia ter anualmente at\u00e9 40 mil cartuchos antes de uma das mudan\u00e7as da gest\u00e3o Bolsonaro. Agora, poder\u00e1 atingir at\u00e9 180 mil por ano.<\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">As medidas adotadas ampliam o acesso da popula\u00e7\u00e3o a armas e muni\u00e7\u00f5es e, por outro lado, enfraquecem os mecanismos de controle e fiscaliza\u00e7\u00e3o de artigos b\u00e9licos. Uma delas, do Minist\u00e9rio da Defesa, revogou tr\u00eas normas que melhoravam o rastreamento de armas e muni\u00e7\u00f5es no pa\u00eds.<\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">A regra era uma exig\u00eancia do MPF (Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal) e do TCU (Tribunal de Contas da Uni\u00e3o), que encaminharam auditorias ao Ex\u00e9rcito informando sobre a fragilidade do sistema de controle.<\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">&#8220;O governo revogou sem nenhuma justificativa t\u00e9cnica, essa situa\u00e7\u00e3o \u00e9 preocupante&#8221;, afirmou Nat\u00e1lia Pollachi, gerente de projetos do Instituto Sou da Paz.<\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Houve tamb\u00e9m crescimento do n\u00famero de registros de armas no Brasil. Foram 54,4 mil novos registros de armas feitos na Pol\u00edcia Federal para defesa pessoal em 2019. Representa crescimento de 97,5% em rela\u00e7\u00e3o a 2018, quando houve 27,5 mil. O n\u00famero de armas na m\u00e3o dos ca\u00e7adores e atiradores tamb\u00e9m se multiplicou no primeiro ano do governo Bolsonaro. Enquanto em 2018 havia 350,7 mil armas registradas por esse grupo no Ex\u00e9rcito, agora o total \u00e9 de 433,2 mil, um crescimento de 23,5%, segundo dados do Instituto Sou da Paz.<\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Para Jacqueline Sinhoretto, professora da UFSCar (Universidade Federal de S\u00e3o Carlos) e membro do IBCCrim (Instituto Brasileiro de Ci\u00eancias Criminais), a redu\u00e7\u00e3o do controle e o aumento de artigos b\u00e9licos em circula\u00e7\u00e3o podem ampliar a criminalidade.<\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">A pesquisadora disse que o aumento de homic\u00eddios em 2019 j\u00e1 pode ser reflexo da pol\u00edtica armamentista.<\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">&#8220;Isso certamente se relaciona com o relaxamento da pol\u00edtica, que favorece maior circula\u00e7\u00e3o de arma. Nos \u00faltimos anos, diversos fatores foram importantes para reduzir o \u00edndice de crescimento dos crimes, como o controle&#8221;, afirmou.<\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Marques, do F\u00f3rum Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica, afirma que barrar essa pol\u00edtica armamentista \u00e9 importante tendo em vista tamb\u00e9m a realidade nacional. &#8220;No Brasil, se mata mais de 70% das vezes com arma de fogo, enquanto em outros lugares o percentual \u00e9 de 40%&#8221;, disse.<\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Outro fator que tem preocupado especialistas \u00e9 o fato de a maior circula\u00e7\u00e3o de armas no mercado legal abastecer o mercado ilegal.<\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">&#8220;A gente tem no imagin\u00e1rio que as armas do crime v\u00eam da fronteira, mas, quando as rastreamos por n\u00famero de s\u00e9rie, percebemos que muitas foram armas de pessoas comuns, atiradores, ca\u00e7adores que foram parar no mercado ilegal&#8221;, disse Pollachi, do Sou da Paz.<\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Lucas Silveira, presidente do Instituto Defesa e instrutor-chefe da Academia Brasileira de Armas, enxerga de forma positiva o crescimento. Ele afirma que a demanda por mais armas e muni\u00e7\u00f5es vem desde 2010.<\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Para ele, a campanha de Bolsonaro, pautada em armas, ajudou a impulsionar ainda mais as vendas. &#8220;Funcionou como uma esp\u00e9cie de marketing, mas tenho convic\u00e7\u00e3o que ter\u00edamos resultados parecidos independentemente disso&#8221;, destacou.<\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Silveira diz que t\u00eam crescido a quantidade de pessoas em treinamento para saber usar armas. &#8220;Elas est\u00e3o cada vez mais capacitadas a enfrentar amea\u00e7as.&#8221;<\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Para tentar barrar o plano armamentista de Bolsonaro, parlamentares se articulam no Congresso e recorrem \u00e0 Justi\u00e7a com o objetivo de revogar normas presidenciais que facilitam o armamento ou afrouxam regras que beneficiam o setor b\u00e9lico.<\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Existem ao menos 73 PDLs (projetos de decretos legislativos) na C\u00e2mara e no Senado, 8 a\u00e7\u00f5es no STF (Supremo Tribunal Federal) e, ao menos, 4 na Justi\u00e7a Federal.<\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Em maio deste ano, a Justi\u00e7a Federal em S\u00e3o Paulo j\u00e1 havia suspendido a portaria interministerial 1.634, que triplicou de 200 para 600 o limite de compra de cartuchos para quem tem arma de fogo registrada.<\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">A norma foi assinada pelos ministros da Defesa, Fernando Azevedo, e o ent\u00e3o ministro da Justi\u00e7a, Sergio Moro. Na decis\u00e3o que revogou a portaria, a Justi\u00e7a apontou para poss\u00edvel fraude relacionada \u00e0 publica\u00e7\u00e3o da norma.<\/span><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O volume de muni&ccedil;&otilde;es compradas no Brasil cresceu na gest&atilde;o Jair Bolsonaro (sem partido). De janeiro a maio deste ano, houve alta de 24% na venda de cartuchos, na compara&ccedil;&atilde;o com o mesmo per&iacute;odo de 2018, &uacute;ltimo ano da gest&atilde;o Michel Temer (MDB).Foram compradas 81,8 milh&otilde;es de unidades em 2020. O n&uacute;mero, dois anos antes, foi de 66 milh&otilde;es de proj&eacute;teis. Em rela&ccedil;&atilde;o a igual per&iacute;odo de 2019, j&aacute; no governo Bolsonaro, o crescimento foi de 18,8%. Os dados foram obtidos pelo F&oacute;rum Brasileiro de Seguran&ccedil;a P&uacute;blica por meio da LAI (Lei de Acesso &agrave; Informa&ccedil;&atilde;o). 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