No centro do debate sobre o papel da integração das forças de segurança para combater a violência no País, a Guarda Municipal têm papel fundamental na aproximação com as comunidades, solucionando conflitos e protegendo o patrimônio público. Mas a maioria dos municípios brasileiros ainda não conta com o apoio do efetivo.
O Ministério da Justiça e Segurança Pública lançou, na última semana, o Diagnóstico Nacional das Guardas Municipais, apresentando o primeiro levantamento sobre a estrutura, o efetivo, a capacitação e a atuação dessas corporações em território brasileiro. Ao todo, foram mapeadas 1.238 instituições, dentre as quais 678 participaram do estudo.
O número indica que apenas 22,22% dos municípios contam com Guarda Municipal. E, desse total, menos da metade (41,15%) usam armas de fogo – tema que ganhou força sobretudo na última eleição municipal, quando as promessas de mais investimentos na área de segurança cidadã se multiplicaram, reforçando o papel das prefeituras no combate à violência.
Na avaliação sobre o diagnóstico, o secretário nacional de Segurança Pública, Mario Luiz Sarrubbo, pontuou que as guardas são peças fundamentais na prevenção à violência pela proximidade com a comunidade e conhecimento das dinâmicas locais.
“Elas têm um papel insubstituível na prevenção de conflitos, na proteção do patrimônio municipal e dos cidadãos, e na garantia da ordem e da paz social. O fortalecimento e a valorização dessas instituições são, portanto, essenciais para a consolidação de um sistema de segurança mais robusto”, disse.









