Por Bela Megale/O Globo
O Datafolha divulgado nesta quinta-feira consolidou na campanha de Lula o sentimento de que é “muito difícil” haver uma reação de Bolsonaro nas urnas. A pesquisa mostra que o petista oscilou dois pontos percentuais para cima, indo para 47% das intenções de voto, e o presidente se manteve estável, com 33%.
A leitura da equipe de Lula é que, apesar de Bolsonaro ter gasto “toda sua munição” com programas como Auxílio Brasil, desonerações e ofertas de crédito, o petista segue como favorito e é improvável que deixe essa posição.
O PT ainda não viu, no entanto, a migração do voto útil para Lula. A avaliação é que isso deve acontecer no decorrer da próxima semana, conforme o dia da eleição se aproxime. Por isso, a campanha acredita que uma onda pró-Lula poderia crescer e definir a eleição no primeiro turno.
Já na campanha de Bolsonaro, o principal alerta é sobre os efeitos das pesquisas que mostram a liderança de Lula consolidada. Há o receio de que os levantamentos estimulem abstenções de pessoas que votam no presidente, por entender que ele não teria mais chances de se eleger.
Por isso, a equipe seguirá na toada que marca a campanha quando o tema são as pesquisas: vai intensificar as críticas e questionamentos sobre a credibilidade dos institutos.









