O tabuleiro político de Custódia começa a se movimentar, e o jogo promete ser quente. Mesmo faltando alguns meses para as eleições de 2026, as articulações já estão em andamento — com encontros reservados, promessas sussurradas e velhos acordos sendo reeditados nos bastidores. É o típico movimento de quem sabe que, na política custodiense, quem chega atrasado costuma ficar sem cadeira no final da música.
Os grupos tradicionais tentam se reorganizar, enquanto novas lideranças tentam romper o ciclo viciado que há anos comanda o município. O problema é que, na prática, muitos dos que se dizem “novos” trazem os mesmos velhos vícios políticos: discursos reciclados, alianças por conveniência e aquela pressa em garantir espaço antes mesmo de discutir o que realmente importa — o futuro de Custódia.
A população, cansada de promessas e de administrações que parecem andar em círculos, observa com desconfiança. Custódia precisa de gestão, de visão, de projetos sérios — e não apenas de campanhas montadas para alimentar vaidades e acordos de ocasião. Enquanto o povo enfrenta os problemas do dia a dia, alguns políticos já se ocupam em decidir quem será candidato de quem, quem herda o apoio de quem e quem vai “mandar” no próximo ciclo.
O que se desenha é um novo capítulo do velho enredo: as mesmas figuras, os mesmos discursos, as mesmas alianças travestidas de novidade. O eleitor, no entanto, pode — e deve — mudar o jogo, observando quem realmente trabalha por Custódia e quem só aparece em época de campanha.
O jogo começou. As peças estão se movendo. Resta saber se o tabuleiro político de Custódia vai, enfim, ganhar novos jogadores… ou se continuará sendo dominado pelos mesmos de sempre.











