Do litoral ao sertão, Pernambuco enfrenta os efeitos da crise climática ao longo de todo o ano. A situação se agravou principalmente no interior do estado, onde a escassez de chuvas levou ao decreto de situação de emergência em 107 municípios, com impactos diretos no acesso à água.
O decreto tem vigência de 180 dias e permite a adoção de medidas emergenciais. Segundo o gerente de Gestão de Riscos e Desastres da Secretaria Executiva de Proteção e Defesa Civil, tenente-coronel Márcio Amorim, a resolução tem o objetivo de adotar “medidas importantes na área de abastecimento de água, saúde, assistência social, agricultura e pecuária, visando minimizar os efeitos dessa estiagem em municípios diretamente afetados”.
Um levantamento da Apac aponta que o volume de chuvas registrado no último ano foi de 37% na Região Metropolitana do Recife, 27% no Agreste e 25% no Sertão. Com esses índices, os reservatórios não alcançam níveis suficientes para garantir o abastecimento regular das famílias pernambucanas.
O secretário executivo de Infraestrutura Hídrica de Pernambuco, Marcelo Asfora, destacou ações adotadas pelo Governo do Estado para reduzir os impactos da crise hídrica. Segundo ele, a gestão pretende triplicar os investimentos em sistemas de saneamento rural ao longo de 2026.
“O governo do Estado está investindo na implantação de sistemas integrados de saneamento rural, na perfuração e recuperação de poços e na implantação de sistemas de dessalinizadores. Com um investimento total de aproximadamente R$ 6 milhões, as ações de dessalinização já contam com 23 sistemas entregues e oito em andamento”, explicou.











