A cidade de Tabira, no Sertão de Pernambuco, amanheceu sob o signo da indignação nesta quinta-feira (23). O abrigo da Associação Amigos dos Animais de Tabira (AAAT) foi alvo de um ataque criminoso que resultou no envenenamento de diversos cães, incluindo animais que se recuperavam de cirurgias e uma cadela que ainda amamentava seus filhotes.
De acordo com os relatos da associação e imagens divulgadas, um indivíduo invadiu o espaço e ofereceu veneno aos animais. As fotos do local mostram um cenário desolador, com animais sem vida em seus recintos de recuperação. Entre as vítimas, destaca-se o caso cruel de uma mãe resgatada que foi morta enquanto ainda cuidava de sua ninhada.
A ação não foi apenas um ato isolado de violência, mas uma invasão de propriedade seguida de crime ambiental e maus-tratos qualificados. Um Boletim de Ocorrência já foi registrado por voluntários da AAAT para garantir que as autoridades deem início à investigação imediata.
Posicionamento Oficial
A Prefeitura de Tabira emitiu uma nota oficial manifestando profundo repúdio ao ocorrido. A gestão municipal informou que está acompanhando o caso de perto e articulando ações com as autoridades policiais.
“A Prefeitura de Tabira manifesta repúdio ao crime de maus-tratos contra animais registrado nesta quinta-feira (23), no abrigo da Associação Amigos dos Animais de Tabira (AAAT). De acordo com as informações divulgadas, o espaço foi invadido e animais (muitos deles em tratamento ou em recuperação pós-cirúrgica) foram envenenados, incluindo uma mãe que amamentava seus filhotes. Um ato de extrema crueldade que revolta e choca toda a população.”
Protetores de animais e moradores da região utilizam as redes sociais para cobrar agilidade nas investigações. No Brasil, a Lei Sansão (Lei 14.064/20) prevê pena de 2 a 5 anos de reclusão para crimes de maus-tratos contra cães e gatos, além de multa e proibição da guarda.
“Não se trata apenas de um conflito, mas de um crime. Maus-tratos contra animais é uma violação grave e precisa ser tratada com a seriedade que exige”, afirma o comunicado da associação.
Até o momento, nenhum suspeito foi preso. A comunidade espera que as imagens de segurança e o trabalho da perícia levem à identificação do culpado por este ato de extrema covardia.









