15 de setembro de 2026 11:01

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O ministro Alexandre de Moraes, na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) (Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil)  O Supremo Tribunal Federal (STF) promoverá, nesta terça-feira (15), às 10h, o julgamento sobre conversas trocadas entre o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, preso na Operação Compliance Zero. A sessão da Pet 16.662 contará com transmissão ao vivo na TV Justiça e pela internet.  Segundo o rito divulgado pela presidência do STF nesta segunda-feira (14), a abertura contará com a leitura e aprovação da ata da sessão anterior, como de praxe, seguida da saudação aos ministros. Na sequência, será realizado o pregão do processo.  Neste pregão, o presidente do STF, Edson Fachin, relator do processo, fará a leitura do relatório e a delimitação do objeto do julgamento. Depois, a Procuradoria-Geral da República (PGR) poderá se manifestar, além de eventuais sustentações orais.   O STF não confirmou se Alexandre de Moraes poderá participar da sessão. O plenário também é composto pelos ministros Cristiano Zanin, Flávio Dino, Nunes Marques, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes.   A participação de Dias Toffoli também não está confirmada. No início deste ano, Toffoli se declarou impedido de participar de julgamentos sobre o caso Master após a imprensa revelar que o ministro é dono de um resort que foi comprado por um fundo de investimentos ligado ao banco.  Encerradas as alegações, Fachin será o primeiro a apresentar seu voto, seguido dos demais ministros por ordem regimental. O resultado será proclamado ao fim da sessão.  Veja também: Moraes pede mais uma nova quebra de sigilo do caso Master antes de sessão prevista para terça-feira (15) STF: Fachin assume relatoria de caso que apura relação entre Moraes e Vorcaro STF: Mendonça defende decisão de julgar Moraes no plenário e devolve processo a Fachin Ministros próximos a Moraes pressionam por adiamento de sessão extraordinária do STF Esquema de segurança   Para o julgamento, a Corte adotou uma série de medidas de segurança. O acesso de jornalistas foi barrado. As vagas no plenário estão destinadas a pessoas previamente inscritas pelo cerimonial do próprio STF.  Todos os presentes deverão passar pelos procedimentos, com revistas com detectores de metais e equipamento de raio-X. O uso de celulares será proibido e os aparelhos deverão ser armazenados em pacotes lacrados ainda na entrada. Parte da Esplanada dos Ministérios vai estar fechada por conta do julgamento.  * Com STF e Agência Brasil

O ministro Alexandre de Moraes, na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) (Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil) O Supremo Tribunal Federal (STF) promoverá, nesta terça-feira (15), às 10h, o julgamento sobre conversas trocadas entre o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, preso na Operação Compliance Zero. A sessão da Pet 16.662 contará com transmissão ao vivo na TV Justiça e pela internet. Segundo o rito divulgado pela presidência do STF nesta segunda-feira (14), a abertura contará com a leitura e aprovação da ata da sessão anterior, como de praxe, seguida da saudação aos ministros. Na sequência, será realizado o pregão do processo. Neste pregão, o presidente do STF, Edson Fachin, relator do processo, fará a leitura do relatório e a delimitação do objeto do julgamento. Depois, a Procuradoria-Geral da República (PGR) poderá se manifestar, além de eventuais sustentações orais. O STF não confirmou se Alexandre de Moraes poderá participar da sessão. O plenário também é composto pelos ministros Cristiano Zanin, Flávio Dino, Nunes Marques, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes. A participação de Dias Toffoli também não está confirmada. No início deste ano, Toffoli se declarou impedido de participar de julgamentos sobre o caso Master após a imprensa revelar que o ministro é dono de um resort que foi comprado por um fundo de investimentos ligado ao banco. Encerradas as alegações, Fachin será o primeiro a apresentar seu voto, seguido dos demais ministros por ordem regimental. O resultado será proclamado ao fim da sessão. Veja também: Moraes pede mais uma nova quebra de sigilo do caso Master antes de sessão prevista para terça-feira (15) STF: Fachin assume relatoria de caso que apura relação entre Moraes e Vorcaro STF: Mendonça defende decisão de julgar Moraes no plenário e devolve processo a Fachin Ministros próximos a Moraes pressionam por adiamento de sessão extraordinária do STF Esquema de segurança Para o julgamento, a Corte adotou uma série de medidas de segurança. O acesso de jornalistas foi barrado. As vagas no plenário estão destinadas a pessoas previamente inscritas pelo cerimonial do próprio STF. Todos os presentes deverão passar pelos procedimentos, com revistas com detectores de metais e equipamento de raio-X. O uso de celulares será proibido e os aparelhos deverão ser armazenados em pacotes lacrados ainda na entrada. Parte da Esplanada dos Ministérios vai estar fechada por conta do julgamento. * Com STF e Agência Brasil

MPPE apura uso indevido de maquinário e “cor política” em prédios públicos de Arcoverde

Prefeito e secretário municipal têm 15 dias para responder a inquérito civil que investiga improbidade administrativa com base em relatório do TCE-PE

O Ministério Público do Estado de Pernambuco (MPPE), por meio da 4ª Promotoria de Justiça de Arcoverde, instaurou inquérito civil para investigar o prefeito do município, José Cavalcanti Alves Júnior, e o secretário de Serviços Públicos e Meio Ambiente, Mário Lúcio, por suposta improbidade administrativa. As informações foram extraídas da Portaria de Instauração do Inquérito Civil nº 02291.000.043/2026, documento oficial do MPPE, assinada no sábado (12) e publicada no Diário Oficial do MPPE nesta terça-feira (15). A investigação apura o uso de bens e pessoal da prefeitura para fins privados, omissão no dever de fiscalização e a pintura de prédios públicos com a cor laranja, associada à identidade política da atual gestão.

Origem da investigação

A abertura do inquérito foi motivada por apontamentos contidos em um Relatório Preliminar de Auditoria do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (Processo T.C. nº PI 2500851), além da Manifestação Audívia nº 4044674 do Ministério Público de Contas (MPCO). O documento relata indícios de que o aparato da prefeitura estaria sendo direcionado para favorecer interesses particulares, com suposta conivência das autoridades citadas.

Padronização visual e promoção pessoal

A portaria destaca a padronização visual de bens e prédios públicos de Arcoverde com a cor laranja. O MPPE argumenta que a prática fere a Constituição Federal, cujo texto veda expressamente que a publicidade de atos, programas, obras e serviços públicos contenha nomes, símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores.

Diligências e prazos legais

O promotor de Justiça Edson de Miranda Cunha Filho determinou providências imediatas para a instrução do inquérito. O documento adverte que a recusa ou omissão no fornecimento de dados técnicos essenciais configura crime, passível de pena de reclusão e multa (art. 10 da Lei nº 7.347/85).

As ações exigidas foram divididas da seguinte forma:

Providência Destinatário Prazo Descrição
Manifestação Prefeito José Cavalcanti Alves Júnior 15 dias úteis Apresentar defesa fundamentada e documentação sobre as irregularidades apontadas pelo TCE-PE.
Esclarecimentos Secretário Mário Lúcio 15 dias úteis Prestar informações detalhadas sobre o uso indevido de bens e pessoal no âmbito de sua secretaria.
Publicação e Ciência Órgãos internos do MPPE Imediato Remessa da portaria ao CAOP, CSMP, Corregedoria (CGMP) e publicação no Diário Oficial.

Foto: Robson Lima

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