18 de setembro de 2026 10:30

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Como construção de creches, responsabilidade municipal, ganhou protagonismo na disputa pelo governo de Pernambuco

G1/PE

Quem constrói mais creches? Quem entregou mais vagas para a educação infantil? Responsabilidade direta das gestões municipais, o debate sobre creches se tornou protagonista na corrida eleitoral em Pernambuco. Nas duas últimas eleições para o Executivo estadual, as menções ao assunto nos programas de governo subiram mais de 800%.

Um levantamento mostra que, de 2018 a 2026, cresceu de três para 28 o número de vezes em que a palavra “creche” aparece nos planos apresentados pelos candidatos na plataforma de dados Divulgacand, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O tema, recorrente nas disputas eleitorais dos municípios, chama atenção pela alta demanda das famílias. De acordo com a Secretaria Estadual de Educação, a rede pública atende apenas 32,5% das crianças de 0 a 3 anos no estado, abaixo da meta mínima de cobertura, de 48,4%.

Mas, além da construção de unidades e da ampliação na oferta de vagas, a qualidade do serviço tem ganhado destaque nessa discussão. Segundo especialistas, mais do que um lugar onde as crianças ficam enquanto os pais trabalham, a creche exerce um papel importante para a sociabilidade e o desenvolvimento infantil.

Em 2026, a palavra “creche” foi citada 28 vezes nos programas de governo registrados pelos candidatos ao governo junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), repetindo o “recorde” de 2022.

O plano que teve mais menções foi o de Raquel Lyra (PSD), com 11 citações. Victor Assis (PCO) foi o único a não utilizar o termo. Entre as propostas apresentadas, estão expansão da rede, integração das unidades com parques e escolas e até a criação de uma Secretaria Executiva da Primeira Infância.

Número de menções à palavra “creche” nos planos de governo:

Ponto de virada

As eleições de 2022 foram o ponto de virada na promessa de maior investimento para a primeira infância. O tema ganhou outro patamar e o número de menções a “creche” nos planos de governo deu um salto para 28 vezes, uma subida de 833%, de acordo com os documentos disponíveis no site do TSE.

Naquela eleição, Pernambuco teve o número recorde de 11 candidatos ao Palácio do Campos das Princesas, sendo oito homens e três mulheres. Novamente, as candidatas mulheres foram responsáveis pelo maior espaço do assunto em seus planos de governo. Juntas, Cláudia Ribeiro (PSTU), Marília Arraes (na época no Solidariedade) e Raquel Lyra (na época no PSDB) somaram 20 das 28 menções, representando 71% do total entre todos os candidatos.

Entre as promessas de Raquel, estava a abertura de 60 mil vagas para a rede infantil, com a construção de 250 creches em quatro anos de mandato. No texto enviado ao TSE pela candidata na época, constava que as unidades teriam “cinco refeições por dia, assistência social e psicológica, enquanto as mães terão à disposição cursos profissionalizantes e/ou programas de inclusão produtiva”.

Em pouco mais de três anos e meio de gestão, foram inaugurados 15 Centos de Educação Infantil (CEIs), com a criação de 4.374 vagas por meio do Programa Juntos pela Educação, de acordo com a Secretaria Estadual de Educação. Onze deles tinham sido entregues até julho passado, conforme levantamento do projeto “Promessas dos Políticos”, do G1.

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