11 de setembro de 2026 14:24

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Em dezembro de 2025, tirar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) ficou menos burocrático e mais barato. Segundo o Ministério dos Transportes, a economia gerada pela medida foi de R$ 9,64 bilhões até agosto deste ano. A estimativa do ministério foi dividida por tipo de despesa eliminada, como no caso do curso gratuito, ou reduzida, como ocorreu com os exames médicos. Veja como ficou o cálculo com as novas regras: Curso teórico, agora gratuito: R$ 2,94 bilhões; Formação prática: R$ 4,57 bilhões; Deslocamentos evitados: R$ 278,7 milhões; Renovação automática (para motoristas com selo de bom condutor): R$ 1,44 bilhão; Exames médico e psicológico: R$ 414,6 milhões. Dados do Ministério dos Transportes mostram que o número de pessoas que obtiveram a habilitação cresceu 17,1% no período. Entre janeiro e agosto de 2026, foram registrados 2.003.112 novos motoristas, ante 1.710.473 no mesmo período de 2025. Os cinco estados que registraram os maiores aumentos no número de novos habilitados foram: Paraíba: aumento de 77%; Sergipe: aumento de 69,5%; Acre: aumento de 55,4%; Rio Grande do Norte: aumento de 55,1%; Amapá: aumento de 54%. Além da redução dos custos, o tempo médio necessário para concluir o processo de emissão da primeira CNH caiu 30%. Antes das novas regras, os candidatos levavam cerca de 210 dias para obter o documento. Agora, o prazo é de 147 dias.

Folha de S.Paulo

A Caixa Econômica Federal ofereceu nova proposta aos bancários, alterando os percentuais de desconto no plano de saúde e oferecendo outros benefícios para encerrar a greve nacional da categoria, iniciada nesta quinta-feira (10).

O banco mantém a nova proposta até esta sexta-feira (11) e, se ela não for aceita pela, ameaça ir à Justiça contra os funcionários por dissídio coletivo, para pôr fim à paralisação.

Entre os itens oferecidos pelo banco estão prêmio de R$ 3.000 por funcionário, pagamento de Participação nos Lucros e Resultados no dia 18 e ampliação do teto de custeio do Saúde Caixa de 6,5% para 8%.

Além disso, no plano de saúde, os bancários pagariam percentual sobre o salário-base que vai de 2,30% do até 4,10%, conforme a idade, e valor por dependente de R$ 480 a R$ 660, também conforme a idade. O plano de saúde era o principal impasse.

Segundo o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, a proposta final da Caixa será avaliada pelos empregados em assembleia nesta sexta-feira (11).

“A Caixa alterou a proposta porque percebeu a forte insatisfação dos empregados e a força da mobilização da categoria, afirma Neiva Ribeiro, presidente do sindicato e coordenadora do Comando Nacional dos Bancários.

Nesta quinta-feira, clientes que procuraram atendimento presencial em agências da Caixa encontraram as portas fechadas e cartazes informando sobre a greve nacional da categoria. Apenas os caixas eletrônicos estavam funcionando.

A reportagem da Folha esteve em unidades na zona leste da capital paulista e na região central de São Paulo, e em Curitiba, no Paraná. Em todas elas havia cartazes e faixas sobre a paralisação, que começou nesta quinta e não tem data para terminar.

No Banco do Brasil, a greve é parcial e atinge alguns estados. Em São Paulo, o funcionamento foi normal.

O impasse entre os empregados da Caixa e do BB com a direção é pelo plano de saúde. Bancos privados aceitaram a proposta dos bancos e assinaram o acordo da categoria na última quarta-feira (09), com reajuste real de 0,6% acima da inflação.

O que diz a proposta final da Caixa (válida até hoje – 11):

  • Prêmio de R$ 3.000 por empregado;
  • Pagamento no dia 18 de setembro do salário reajustado, PLR, Super Caixa e prêmio de R$ 3.000;
  • Ampliação do teto da Caixa no custeio do Saúde Caixa de 6,5% para 8%;
  • Antecipação da parcela da Caixa da 13ª mensalidade de 2028, 2029 e 2030 para contribuir com a cobertura do déficit do Saúde Caixa;
  • Pagamento dos valores relativos ao Programa de Assistência Médico-Supletiva, a partir de 2027;
  • Ações de prevenção à saúde no valor de R$ 236 milhões a partir de janeiro de 2027;
  • Grupos de trabalho para discutir melhorias de eficiência do plano, as três fontes de renda e a criação de um modelo que destine ao Saúde Caixa parte do lucro relacionado à produtividade.

Proposta para o plano de saúde Caixa (válida até hoje – 11)

  • De R$ 75 para R$ 150 na consulta em pronto-socorro (fora do teto);
  • Isenção de coparticipação em telemedicina;
  • Abertura de adesão de 90 dias para titulares que estão fora do plano;
  • Impossibilidade de reingresso após o cancelamento da adesão;
  • Teto de coparticipação anual de R$ 3.600 para R$ 4.800 por grupo familiar;
  • Recadastramento anual obrigatório;
  • Teto por grupo família 9%;
  • Dependentes indiretos fora do teto;
  • Piso por beneficiários R$ 50;
  • 13 mensalidades.

Em nota, a Caixa afirma que mantém o diálogo aberto com as entidades representativas dos empregados e retornou à mesa de negociação com o objetivo de construir um entendimento que contemple os interesses de todas as partes envolvidas.

Segundo o banco, durante esse período, os clientes podem utilizar os canais digitais para pagar conta, como o aplicativo da Caixa, o internet banking e o WhatsApp (0800-1040104), além dos apps Caixa Tem, Cartões CAIXA, Habitação CAIXA, DPVAT e FGTS.

O atendimento telefônico está disponível pelo Alô CAIXA, nos números 4004 0104 (capitais e regiões metropolitanas) e 0800 104 0104 (demais localidades). Também estão disponíveis os caixas eletrônicos e a rede Banco24Horas.

O Banco do Brasil diz participar da mesa única de negociação, com presença de todos os bancos, onde foram debatidas as questões gerais da categoria bancária, incluindo o índice de reajuste.

Além disso, o banco afirma ter uma mesa específica com as entidades sindicais nas quais são tratadas as questões do funcionalismo do BB.

O Banco do Brasil orienta os clientes a pagar contas por meio dos atendimentos pelo aplicativo BB, internet banking, correspondentes bancários e central de relacionamento pelo telefone 4004-0001 (capitais e regiões metropolitanas) e 0800-7290001 (demais localidades), além do Whatsapp (61 4004-0001).

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