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Valor
Ao menos quatro governadores deverão deixar o comando de seus Estados até o dia 2 de abril para disputar outros cargos nas eleições deste ano, conforme estabelece a regra de desincompatibilização prevista em lei. Há um grupo de outros quatro governadores com situação indefinida. A poucos dias do prazo de desincompatibilização, não definiram se irão ficar ou sair. Em três estados os governadores não irão disputar mandato nestas eleições. Tentam a reeleição dezesseis governadores.
O afastamento seis meses antes do pleito – que não ocorre nas situações de governador disposto a concorrer à reeleição – é obrigatório para os que querem disputar posto diferente do que ocupa.
O caso mais visível é o do governador de São Paulo, João Doria (PSDB). Prestes a completar três anos e três meses no comando do Palácio dos Bandeirantes, ele sairá para concorrer à Presidência.
Trata-se de uma movimentação similar à que ele fez em 2018 quando, também no primeiro mandato, renunciou ao cargo de prefeito de São Paulo para concorrer a governador.
No lugar de Doria assume o vice, o também tucano Rodrigo Garcia, que em outubro deverá concorrer à reeleição no Estado.
Pelo menos até agora, Doria e Garcia patinam nas pesquisas eleitorais para presidente e governador. Marcam abaixo de 5% nos levantamentos mais recentes.
Os outros três governadores que devem deixar seus cargos no início de abril são Camilo Santana (PT), do Ceará, Flávio Dino (PSB), do Maranhão, e Wellington Dias (PT), do Piauí. Os três pretendem concorrer ao Senado.
Diferentemente de Doria, Camilo Santana, Dino e Wellington Dias estão no último ano do segundo mandato como governador. Não poderiam, portanto, concorrer à mais uma reeleição. Outra diferença é que os três são vistos como favoritos em seus Estados.
Em quatro casos há indefinição. A situação que mais chama a atenção é a do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB). Derrotado por Doria na disputa interna do partido para escolha do candidato a presidente da República, Leite estuda a proposta de migrar para o PSD para disputar a Presidência.
O articulador dessa movimentação é o ex-prefeito de São Paulo e ex-ministro Gilberto Kassab, presidente do PSD. Na semana passada, um grupo de tucanos liderado pelo deputado Aécio Neves (MG) aumentou a pressão para tentar convencer Leite a ficar na sigla. Defendem que Doria desista da eleição presidencial e ceda a vaga ao colega gaúcho, hipótese refutada pelo ainda governador paulista.









