5 de setembro de 2026 15:30

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Bolsonaro dá sinais de que pode fugir dos debates na TV

Embora já tenha afirmado que participaria dos debates presidenciais na TV em 2022 por se ver “muito mais bem preparado” do que em 2018, o presidente Jair Bolsonaro (PL) já dá sinais de que pode não cumprir a promessa e de que não faz tanta questão assim de se arriscar no embate direto contra adversários em sua busca da reeleição.

Quem nos últimos meses tem participado das reuniões marcadas pelos veículos de comunicação para discutir a organização dos debates e sabatinas nota que Bolsonaro simplesmente não enviou representantes a nenhuma delas.

Entre os participantes dos encontros, costumam se fazer representar o ex-presidente Lula (PT), a senadora Simone Tebet (MDB), o ex-governador de São Paulo João Doria (PSDB), o ex-ministro Ciro Gomes (PDT) e nomes de partidos menores, como Luís Felipe D’Avila (Novo) e André Janones (Patriota). Enquanto ainda sonhava com uma candidatura presidencial, o ex-ministro Sergio Moro também enviava representantes.

Segundo interlocutores das campanhas nas reuniões, discussões sobre o regramento dos debates ainda estão no início, mas já se conversa sobre o que fazer com os candidatos fujões – como, por exemplo, se haverá púlpitos vazios a ser filmados pelas câmeras e anúncios em cada bloco do debate de que houve convite ao postulante que não compareceu.

O primeiro debate na campanha de 2022 será o da CNN, marcado para o dia 6 de agosto, em menos de três meses. Em seguida, no primeiro turno, vêm Jovem Pan (9 de agosto), Bandeirantes (14 de agosto), RedeTV! (2 de setembro), CBN e jornais O Globo e Valor (8 de setembro), TV Aparecida (13 de setembro), Folha e UOL (22 de setembro), VEJA, SBT, O Estado de S. Paulo e Rádio Novabrasil (24 de setembro) e Globo (29 de setembro).

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