7 de setembro de 2026 19:06

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PSB sai do Governo de Pernambuco por deixar de ser perspectiva de futuro

Reprodução

Por Fernando Castilho/JC

Com a votação do candidato a governador Danilo Cabral, que termina o primeiro turno em quarta posição, o PSB se despede do comando de Pernambuco após 16 anos, punido pelo eleitor que entendeu que o partido já não entrega uma proposta de governo minimamente aceitável.

É importante destacar que a responsabilidade não é do candidato. Danilo Cabral foi para a eleição cumprir uma missão escolhida pelo partido como última opção numa lista onde os inscritos tinham em comum a absoluta falta de votos e de não serem uma liderança estadual. Alguns deles, inclusive, ameaçados de não se reelegerem.

A decisão do eleitor tem a ver com as entregas que o partido vem fazendo nos últimos anos, onde o que começou com Eduardo Campos, há 16 anos, apresentando uma perspectiva de crescimento chamado em alguns anos em “ritmo de China” acabou nos recolocando no Mapa da Fome e um dos estado brasileiros onde a pobreza mais avançou após a pandemia do coronavírus.

E por que o eleitor decidiu colocar em Danilo o recado de que está na hora de o PSB deixar o comando do Estado?

Porque percebeu que o modelo de gestão liderado por Paulo Câmara não tem perspectiva.

Seja como proposta de gestão de questões como segurança alimentar, seja como proposta de segurança pública, seja como modelo de assistência à saúde.

Isso para não falar na mediocridade em termos de construção de uma infraestrutura que o PSB impôs um conceito entre os pernambucanos de como não fazer.

Nos últimos anos, Paulo Câmara – que precisou cuidar em seis dos seus oito anos de governo apenas na missão de pagar as contas de Eduardo Campos – não se apresentou como autor de um projeto de médio ou de longo prazo capaz de levou o eleitor a apostar em qualquer opção que não fosse o seu grupo. Na verdade, ele como líder do Governo sequer pôde se apresentar junto ao eleitor.

É importante lembrar que quando Eduardo Campos esteve no governo, além da capacidade investir com recursos próprios, pôde agregar um pacote de transferência voluntária da União e mais ainda os empréstimos (em dólar) feitos junto ao Banco Mundial e ao BID. Isso foi o que lhe partiu montar a toque de caixa de um pacote de investimentos que, 16 anos depois, simplesmente não é percebido pelo eleitor como estruturador.

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