
O novo formato do Bolsa Família deve prever um valor adicional para famílias com crianças e jovens entre 7 e 18 anos. Esse benefício extra poderá variar entre R$ 20 e R$ 50 por membro familiar nessa faixa etária. O desenho do novo programa, que ainda está em estudo pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, deve ser concluído na próxima semana.
O valor adicional por crianças e jovens entre 7 e 18 anos, portanto, poderá ser incorporado ao mínimo de R$ 600 por família e também poderá se somar ao benefício extra de R$ 150 por criança de zero a seis anos, que é uma das promessas de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Técnicos que trabalham nos estudos e ouvidos pela Folha dizem ainda que a nova versão deverá prever critérios mais rígidos para famílias unipessoais, compostas por um único integrante.
Ainda na transição de governo, um dos problemas encontrados pela equipe de Lula foi a explosão de cadastros de famílias solo após o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ter instituído um valor mínimo a ser pago independente do tamanho da família.
Muitas dessas famílias foram motivadas a se dividir para receber um valor maior. No Bolsa Família, o valor transferido dependia do número de filhos e faixa de renda de cada pessoa.
Uma das principais críticas de especialistas ao programa criado pelo governo Bolsonaro é a forma de cálculo do benefício às famílias pobres. O argumento é que, entre as 21,8 milhões de famílias que estão no programa, há quem precise de mais dinheiro do que outras.
Por isso, o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social quer ampliar o valor do benefício para famílias com mais membros. Além de manter o piso de R$ 600 por família, a ideia é criar, pelo menos, dois adicionais. Assim, no caso de uma família for composta por uma criança de zero a seis anos e por dois adolescentes de até 18 anos, a renda mensal pelo programa poderá chegar a R$ 850 –soma dos R$ 600, mais o extra de R$ 150, mais dois complementos de até R$ 50 (esse último valor, porém, ainda não foi definido).
Para abrir espaço no orçamento do novo Bolsa Família, o governo intensificou a análise de cadastros que podem ser fraudulentos. Segundo o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias, a previsão é que 2,5 milhões de benefícios possam ser cortados.









