O Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) mandou soltar cinco policiais penais investigados no âmbito da Operação La Catedral, deflagrada pela Polícia Federal (PF), que apura um suposto esquema de corrupção e favorecimento de presos no Presídio de Igarassu, no Grande Recife.
Alvos da primeira fase da operação, os policiais penais estavam detidos preventivamente desde fevereiro e tiveram habeas corpus julgados na quarta-feira (16). Na ocasião, desembargadores da 2ª Câmara Criminal, do TJPE, decidiram, por maioria de votos, substituir a prisão por medidas cautelares.
Foram beneficiados os investigados Ednaldo José da Silva, Reginaldo Ferreira Aniceto, Everton de Melo Santana, Ernande Eduardo Freire Cavalcanti e Cecília da Silva Santos. Segundo a PF, eles teriam facilitado a entrada de drogas, garotas de programa e bebidas alcoólicas na cadeia.
Nas decisões, o TJPE determina que os investigados sejam monitorados eletronicamente, não podem sair de casa à noite e continuem com a função pública suspensa. Eles também estão proibidos de deixar a comarca e de acessar unidades prisionais.
Para mandar expedir o alvará de soltura, os desembargadores avaliaram que esse grupo de investigados na La Catedral tem “bons antecedentes”, “residência fixa” e “não registram histórico de faltas funcionais”. Outra consideração foi que nenhum deles é apontado como suposto líder do esquema.
Também alvos da operação, Charles Belarmino de Queiroz, ex-diretor do Presídio de Igarassu, e André de Araújo Albuquerque, ex-secretário executivo de Administração Penitenciária e Ressocialização de Pernambuco, André de Araújo Albuquerque, continuam presos.









