Beatriz Mota foi morta a facadas numa festa de formatura no colégio onde estudava, na noite de 10 de dezembro de 2015 – ACERVO PESSOAL
Com a insistência da defesa de Marcelo da Silva, assassino confesso da menina Beatriz Angélica Mota, de 7 anos, em tentar impedir a realização do júri popular, o plenário do Superior Tribunal de Justiça (STJ) vai julgar mais um recurso. A sessão virtual terá início em 22 de abril.
Com derrotas no Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) e no STJ, a defesa quer levar o caso ao Supremo Tribunal Federal (STF), sob o argumento de que a sentença de pronúncia em desfavor do réu não levou em consideração supostas falhas no andamento das investigações. Além disso, os advogados questionam decisões das instâncias inferiores.
Beatriz foi assassinada a facadas durante uma festa de formatura no Colégio Nossa Senhora Auxiliadora, localizado em Petrolina, no Sertão de Pernambuco, em 10 de dezembro de 2015.
No mês passado, em decisão monocrática, o vice-presidente do STJ, Luis Felipe Salomão, rejeitou o pedido da defesa para levar um recurso extraordinário para análise do STF.
O Ministério Público Federal (MPF) também apresentou parecer contrário, pontuando que os argumentos apresentados pela defesa não são suficientes para mudar o que já foi decidido, pois os fundamentos anteriores continuam firmes e impedem que o pedido dos advogados seja analisado no STF.
Caso o novo recurso seja novamente negado no STJ, o processo deve voltar à Vara do Tribunal do Júri de Petrolina, que poderá marcar a data do júri popular de Marcelo da Silva.









