10 de setembro de 2026 17:48

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Registros de dengue e chikungunya aumentam em Pernambuco em 2026, segundo Secretaria de Saúde

Pernambuco registrou aumento nas notificações de dengue e chikungunya em 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado. Dados do Informe Epidemiológico de Arboviroses da Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE), referentes à Semana Epidemiológica, apontam 45.017 notificações de dengue entre 4 de janeiro e 29 de agosto. O número representa uma alta de 38,8% em relação ao mesmo período de 2025.

Do total registrado neste ano, 22.281 são considerados casos prováveis de dengue, que reúnem os casos confirmados e aqueles ainda em investigação. Outros 22.736 foram descartados. Até o período analisado, 10.848 casos haviam sido confirmados e 649 apresentavam sinais de alarme ou gravidade.

A incidência da doença chegou a 233 casos prováveis por 100 mil habitantes. Pernambuco tinha 41 municípios classificados com alta incidência, 56 com incidência média e 81 com baixa incidência. Outros sete municípios não apresentaram registro de caso provável.

A chikungunya também teve crescimento nas notificações. Foram 6.292 registros em 2026, alta de 20,8% em comparação com o mesmo período de 2025.

O boletim aponta 2.187 casos prováveis e 346 confirmações.

A incidência estadual chegou a 22,9 casos prováveis por 100 mil habitantes. Entre os municípios analisados, 60 não apresentavam casos prováveis, enquanto 120 estavam classificados com baixa incidência. Três municípios tinham incidência média e dois apresentavam alta incidência.

Em relação ao vírus Zika, Pernambuco registrou 1.128 notificações em 2026, uma queda de 5,8% comparado ao registrado no mesmo período de 2025, de acordo com os dados da SES.

Do total deste ano, 104 foram classificados como casos prováveis e nenhum havia sido confirmado até o fechamento dos dados.

O boletim também registra 12 casos prováveis de Zika em gestantes.

Óbitos

Até a divulgação do último boletim epidemiológico, Pernambuco tinha três óbitos confirmados por arboviroses em 2026, segundo a SES-PE. Outros 22 óbitos permaneciam em investigação e 25 haviam sido descartados.

No mesmo período de 2025, cinco mortes haviam sido confirmadas, de acordo com o diretor-geral de Vigilância Ambiental da SES-PE, Eduardo Bezerra. Houve, portanto, uma redução de 40% nas mortes confirmadas.

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