15 de setembro de 2026 21:37

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O ministro Alexandre de Moraes, na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) (Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil)  O Supremo Tribunal Federal (STF) promoverá, nesta terça-feira (15), às 10h, o julgamento sobre conversas trocadas entre o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, preso na Operação Compliance Zero. A sessão da Pet 16.662 contará com transmissão ao vivo na TV Justiça e pela internet.  Segundo o rito divulgado pela presidência do STF nesta segunda-feira (14), a abertura contará com a leitura e aprovação da ata da sessão anterior, como de praxe, seguida da saudação aos ministros. Na sequência, será realizado o pregão do processo.  Neste pregão, o presidente do STF, Edson Fachin, relator do processo, fará a leitura do relatório e a delimitação do objeto do julgamento. Depois, a Procuradoria-Geral da República (PGR) poderá se manifestar, além de eventuais sustentações orais.   O STF não confirmou se Alexandre de Moraes poderá participar da sessão. O plenário também é composto pelos ministros Cristiano Zanin, Flávio Dino, Nunes Marques, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes.   A participação de Dias Toffoli também não está confirmada. No início deste ano, Toffoli se declarou impedido de participar de julgamentos sobre o caso Master após a imprensa revelar que o ministro é dono de um resort que foi comprado por um fundo de investimentos ligado ao banco.  Encerradas as alegações, Fachin será o primeiro a apresentar seu voto, seguido dos demais ministros por ordem regimental. O resultado será proclamado ao fim da sessão.  Veja também: Moraes pede mais uma nova quebra de sigilo do caso Master antes de sessão prevista para terça-feira (15) STF: Fachin assume relatoria de caso que apura relação entre Moraes e Vorcaro STF: Mendonça defende decisão de julgar Moraes no plenário e devolve processo a Fachin Ministros próximos a Moraes pressionam por adiamento de sessão extraordinária do STF Esquema de segurança   Para o julgamento, a Corte adotou uma série de medidas de segurança. O acesso de jornalistas foi barrado. As vagas no plenário estão destinadas a pessoas previamente inscritas pelo cerimonial do próprio STF.  Todos os presentes deverão passar pelos procedimentos, com revistas com detectores de metais e equipamento de raio-X. O uso de celulares será proibido e os aparelhos deverão ser armazenados em pacotes lacrados ainda na entrada. Parte da Esplanada dos Ministérios vai estar fechada por conta do julgamento.  * Com STF e Agência Brasil

O ministro Alexandre de Moraes, na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) (Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil) O Supremo Tribunal Federal (STF) promoverá, nesta terça-feira (15), às 10h, o julgamento sobre conversas trocadas entre o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, preso na Operação Compliance Zero. A sessão da Pet 16.662 contará com transmissão ao vivo na TV Justiça e pela internet. Segundo o rito divulgado pela presidência do STF nesta segunda-feira (14), a abertura contará com a leitura e aprovação da ata da sessão anterior, como de praxe, seguida da saudação aos ministros. Na sequência, será realizado o pregão do processo. Neste pregão, o presidente do STF, Edson Fachin, relator do processo, fará a leitura do relatório e a delimitação do objeto do julgamento. Depois, a Procuradoria-Geral da República (PGR) poderá se manifestar, além de eventuais sustentações orais. O STF não confirmou se Alexandre de Moraes poderá participar da sessão. O plenário também é composto pelos ministros Cristiano Zanin, Flávio Dino, Nunes Marques, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes. A participação de Dias Toffoli também não está confirmada. No início deste ano, Toffoli se declarou impedido de participar de julgamentos sobre o caso Master após a imprensa revelar que o ministro é dono de um resort que foi comprado por um fundo de investimentos ligado ao banco. Encerradas as alegações, Fachin será o primeiro a apresentar seu voto, seguido dos demais ministros por ordem regimental. O resultado será proclamado ao fim da sessão. Veja também: Moraes pede mais uma nova quebra de sigilo do caso Master antes de sessão prevista para terça-feira (15) STF: Fachin assume relatoria de caso que apura relação entre Moraes e Vorcaro STF: Mendonça defende decisão de julgar Moraes no plenário e devolve processo a Fachin Ministros próximos a Moraes pressionam por adiamento de sessão extraordinária do STF Esquema de segurança Para o julgamento, a Corte adotou uma série de medidas de segurança. O acesso de jornalistas foi barrado. As vagas no plenário estão destinadas a pessoas previamente inscritas pelo cerimonial do próprio STF. Todos os presentes deverão passar pelos procedimentos, com revistas com detectores de metais e equipamento de raio-X. O uso de celulares será proibido e os aparelhos deverão ser armazenados em pacotes lacrados ainda na entrada. Parte da Esplanada dos Ministérios vai estar fechada por conta do julgamento. * Com STF e Agência Brasil

Omissão estatal diante do bullying leva MPPE a emitir recomendação à prefeitura em Afogados da Ingazeira

Do Blog Causos & Causas

Documento cobra implementação de plano municipal contra violência escolar e fixa prazo de 30 dias para prefeito e secretaria responderem

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE), por meio da 2ª Promotoria de Justiça de Afogados da Ingazeira, expediu uma recomendação oficial à Prefeitura Municipal e à Secretaria de Educação para que implementem um plano de prevenção e combate ao bullying e cyberbullying. O documento, expedido na última sexta-feira (11) e referente ao Procedimento nº 02248.000.006/2026, foi motivado por um histórico de vulnerabilidade psicossocial vivenciado por um adolescente na rede municipal de ensino, decorrente de intimidação sistemática, injúrias e agressões físicas. A recomendação foi publicada no Diário Oficial do MPPE desta terça-feira (15).

A atuação do órgão de controle visa corrigir a postura reativa e a omissão das gestões escolares que frequentemente justificam a inação sob a alegação de que a violência ocorre fora do espaço físico das unidades de ensino.

Omissão escolar e embasamento jurídico

A recomendação emitida pela promotora de Justiça Nycole Sofia Teixeira Rego fundamenta-se nas exigências legais de proteção à infância e na responsabilidade da gestão pública sobre os estudantes:

  • Histórico de violência: O procedimento apura a progressão de agressões e o severo abalo físico e mental sofrido por um aluno da rede pública em decorrência de bullyings repetidos.
  • Legislação aplicável: O documento evoca a Lei Federal nº 13.185/2015 (Programa de Combate à Intimidação Sistemática), a Lei Federal nº 14.811/2024 (que criminalizou o bullying e cyberbullying no art. 146-A do Código Penal) e o art. 53 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
  • Responsabilidade objetiva do Estado: A promotoria citou o entendimento do Supremo Tribunal Federal (Tema 592 de Repercussão Geral), que estabelece que o Poder Público responde objetivamente por danos morais e físicos sofridos por alunos por omissão na proteção no ambiente escolar.

Exigências e medidas cobradas da gestão municipal

Para conter os casos de intimidação e garantir a segurança nas escolas, o Ministério Público fixou o prazo de 30 dias para que o prefeito e o(a) secretário(a) de Educação adotem e comprovem o cumprimento das seguintes determinações:

Medida Requisitada Descrição das Ações Exigidas
Plano Municipal de Combate Implementação de programa contra bullying e cyberbullying com fluxos intersetoriais, inclusive para casos que transbordem para o ambiente virtual ou comunitário.
Capacitação Profissional Orientação e formação contínua de professores e gestores para identificação precoce, notificação compulsória e manejo dos casos.
Protocolos e Canais Seguros Padronização de ações pedagógicas preventivas e restaurativas, além da criação de canais de denúncia anônima para os alunos.
Resposta ao MPPE Comunicação por escrito, de forma fundamentada, sobre as providências tomadas ou razões do não acatamento.

Consequências legais e transparência

O Ministério Público requisitou a ampla divulgação do documento em locais públicos, incluindo a sede da Prefeitura, a Secretaria de Educação e todas as escolas da rede municipal.

O descumprimento injustificado das orientações poderá resultar na adoção de medidas judiciais e extrajudiciais cabíveis para a responsabilização dos gestores públicos. O ato foi encaminhado para publicação no Diário Oficial Eletrônico do MPPE e ao Centro de Apoio Operacional (CAO) com pertinência temática.

Dados do procedimento:

  • Número: Procedimento Administrativo nº 02248.000.006/2026
  • Órgão: 2ª Promotoria de Justiça de Afogados da Ingazeira/PE
  • Data da expedição: Sexta-feira (11)
  • Data de publicação: terça-feira (15)

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