31 de outubro de 2026 10:35

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Juíza manda empresa reintegrar 22 demitidos pós-eleição; dono nega dispensa

A juíza substituta da 7ª Vara do Trabalho de Fortaleza, Manuela de Albuquerque Viana, determinou hoje a imediata reintegração de 22 funcionários que teriam sido demitidos de uma fábrica de confecções logo após a eleição por perseguição política. Os funcionários devem retornar em até 48 horas, sob pena de pagamento de multa diária de R$ 5 mil por cada trabalhador não reintegrado.

Na decisão, a juíza diz que a demissão gera “abalo psíquico individual e coletivo” e que a manutenção do afastamento “consolida a eficácia perversa do ato intimidatório perante todo o corpo funcional da fábrica, perpetuando o receio de represálias e amordaçando a liberdade de pensamento no meio laboral”.

O dono da empresa, Gutemberg Bittencourt, afirmou ao UOL que a denúncia é falsa.

“Eu vou amanhã abrir meu Caged [Cadastro Geral de Empregados e Desempregados] e vou mostrar à juíza que nenhuma pessoa foi colocada para fora da empresa. É tudo fake news, e vão pagar caro por isso. Eu sou uma pessoa trabalhadora, não tenho nenhum problema com empregado, estou com a consciência limpa.”

Denúncia diz que cartazes depreciativos foram espalhados pela empresa

A denúncia do MPT (Ministério Público do Trabalho) aponta que, já na manhã da segunda-feira, primeiro dia após a votação do segundo turno, o dirigente da empresa Gout Jeans, de Fortaleza, reuniu os trabalhadores e anunciou a “dispensa arbitrária de ao menos 22 empregados com nítida motivação política e conteúdo intimidatório”.

A denúncia apresentou áudios e fotografias registrados no ambiente do trabalho. A empresa, que é optante do Simples, existe desde outubro de 2003.

A magistrada cita ainda que houve “comprovação documental” da perseguição aos funcionários e cita que foram afixados “cartazes depreciativos no interior da fábrica”.

Do UOL

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