7 de setembro de 2026 20:47

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TRE-PE manda recado duro: quem comprar voto pode perder tudo

Por Júnior Cavalcanti

A decisão do Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) no caso que envolveu Messias do DNOCS, Anne Lira e o ex-prefeito Manuca não deixa margem para interpretação suave. É um basta, um recado duro e direto para quem ainda acha que eleição se ganha com dinheiro, favor e uso da máquina pública.

A Justiça Eleitoral foi clara: houve abuso de poder político e econômico. E quando isso acontece, não existe desculpa, narrativa política ou choro público que resolva. O resultado é simples e devastador: cassação de mandatos, inelegibilidade e destruição de projetos políticos construídos na base da irregularidade.

O TRE-PE escancarou o que muitos fingem não ver: emprego, contrato, promessa e pressão sobre servidores não são ferramentas de campanha, são crimes eleitorais. Quem transforma a prefeitura em comitê e o dinheiro público em moeda de troca para voto está rasgando a democracia — e agora começa a pagar o preço.

A manutenção da inelegibilidade do ex-prefeito Manuca reforça o recado: não é só quem aparece na urna que responde. Quem manda, articula, banca ou comanda os bastidores também entra na conta. O tempo do “manda quem pode, obedece quem tem juízo” começa a ruir diante das decisões da Justiça Eleitoral.

O caso de Custódia vira exemplo estadual. Ganhar no grito, no bolso ou na pressão não sustenta mandato. Pode até vencer a eleição, mas perde o direito de governar. O voto comprado cobra juros altos — e a fatura chega no tribunal.

O TRE-PE deixou o aviso registrado em ata: eleição não é balcão de negócios. Quem insistir em tratar o voto como mercadoria corre o risco de sair da política pela porta dos fundos, com carimbo de inelegível e o nome marcado na história — não como vencedor, mas como exemplo do que não fazer.

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